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quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

Ralph Towner (1/3/1940 – 18/1/2026)

Um dos mais geniais violonistas da atualidade faleceu em 18 de janeiro de 2026, em Roma. Em 1º de março faria 86 anos. Associado ao gênero jazz, suas composições podem ser classificadas num contexto mais amplo. Músico com formação clássica, era bom pianista (a mãe tocava piano), trompetista razoável (o instrumento que seu pai tocava) e genial violonista. Estudou piano na Universidade de Chicago, e depois violão na Academia de Música de Viena.

Em uma entrevista feita pelo pianista alemão Pablo Held, ou melhor, uma conversa, em 2022, no YouTube, parecia que sua memória falhava. Em um certo momento queria citar o nome de um pianista italiano e a memória falhava. Era o de Arturo Benedetti Michelangeli. Foi apenas um lapso, como qualquer um de nós pode ter. No resto da conversa mostrou-se bem lúcido, conversando basicamente sobre música, em vários momentos usando o violão para exemplificar sobre o que falava. Pouco tempo antes fizera uma apresentação em Lugano, no Auditório Stelio Molo RSI, cujo registro foi gravado e tornou-se seu último disco: At First Light (ECM, 2023).

A paixão por Bill Evans foi determinante para seu interesse pelo jazz. No início dos anos 1970 tornou-se membro da Paul Winter Consort, banda com um viés “crossover“, mesclando a linguagem de improviso do jazz com música indiana e a folclórica. Glen Moore, Colin Walcott e Paul McCandless, que eram do Consort, resolveram montarem um grupo, o Oregon.

O primeiro álbum, em 1970, foi lançado por um selo pequeno, com pouca repercussão. Foi relançado dez anos depois, quando já eram bem conhecidos, com o título Our First Record. O segundo,  Music of Another Presente Era (1972) pode ser considerado o de estreia, pois tem uma distribuição decente, contratados pelo selo Vanguard. Ao longo da longeva carreira, que prosseguiu mesmo depois da morte do percussionista e citarista Colin Walcott, aos 38 anos em um acidente do ônibus que os transportava em uma turnê na Europa, lançaram cerca de 40 discos. Algumas participações dessa época, fora do Oregon devem ser citadas: I Sing the Body Electric (Columbia, 1972), segundo disco do Weather Report, The Restful Mind (Vanguard, 1975), de Larry Coryell, e In the Light (ECM 1973), de Keith Jarrett. 

A longa e profícua parceria. Convidado por Manfred Eicher, grava seu primeiro LP pela ECM Records em 1973: Trio / Solos. É um álbum de Ralph Towner – todas as composições são suas com exceção de Re: Person I Knew, de Bill Evans) – com a participação de seus companheiros do Oregon.

Não foi Manfred Eicher, dono e produtor do selo ECM, o pioneiro em montar formações diferentes com seu casting. Depois do fim da Segunda Guerra Mundial, Norman Granz, fundador dos mais prestigiados selos voltados ao jazz, como a Norgran, Clef, Verve e, bem mais tarde, a Pablo, teve a ideia de reunir músicos em apresentações ao vivo com o espírito de serem uma espécie de jam sessions. Esses encontros eram gravados e depois lançados e intitulados Jazz at The Philharmonica (JATP).

Dentro desse espírito de reunir músicos convidados em combos inéditos, Eicher montou, por exemplo, um quarteto com o americano Keith Jarrett e músicos europeus (Jan Garbarek, Palle Danielsson e Jon Christensen). Eicher deu a oportunidade de Jarrett aventurar-se por outros formatos, como os piano solos (The Koln Concert foi o primeiro e tornou-se o disco de jazz mais vendido no mundo), concertos em formato de orquestra e câmara, duetos incomuns como o dele ao piano e Jack DeJohnette na percussão (Ruta and Daytia), álbuns dele tocando órgão e até cravo, executando a obras de Bach, Handel, Shostakovich e Arvo Pärt. Fora tudo isso, foram dezenas de álbuns no formato mais clássico do jazz, o trio, com Gary Peacock e Jack DeJohnette. 

Depois do álbum Trio / Solos, citado acima, há dezenas de belos registros com John Abercrombie, Gary Burton, Eberhard Weber, Jon Christensen, Gary Peacock e Egberto Gismonti, dentre outros.  


Ouça Oceanus e Nimbus, do disco Solstice, e Palácio de Pinturas, de Sol do Meio Dia, de Egberto Gismonti.



Existem vários registros solo, como Diary (ECM, 1973), Solo Concert (ECM, 1980), Blue Sun (ECM, 1983), Anthem (ECM, 1981), Ana (ECM, 1997), Time Line (ECM, 2006), My Foolish Heart (ECM, 2017) e At First Light (ECM, 2023). O meu preferido é Solo Concert, registros de apresentações em Munique (Amerika Haus) e em Zurique (Limathaus). São quatro composições dele, duas de John Abercrombie (Timeless, a última faixa, é sublime) e Nardis, de Miles Davis.

Ouça.


Ouça também At First Light.



quinta-feira, 29 de outubro de 2020

Terje Rypdal, Miroslav Vitous e Jack De Johnette

Jack DeJonhette, Miroslav Vitous e Jack DeJohnette (esq. para a direita)
 

Logo no início da década de 1970, começaram a surgir menções a uma gravadora alemã chamada ECM. Tendo lançado o primeiro disco em 1969 — “Free at Last”, do pianista Mal Waldron —, Manfred Eicher causava um pequena revolução no mundo fonográfico. Primeiro: não era um selo americano, mas gravava americanos, além de europeus, evidentemente. 

O ano de 1975 foi o da consagração da ECM ou quando o mundo a descobriu. “The Köln Concert”, de Keith Jarrett, foi o álbum solo mais vendido da história no jazz. Além de Jarrett, Eicher trouxe Chick Corea para o seu selo e acreditou em um jovem talento, o guitarrista Pat Metheny, que estreou tocando na banda de Gary Burton.

Um dos grandes feitos do alemão foi dar espaço aos músicos do continente europeu, outrossim. Uma coisa que deu certo foi a de juntar músicos de seu plantel, que nunca tinham se reunido antes. Foi assim que Jarrett passou a ter seu quarteto “versão européia”, com Jan Garbarek, Palle Danielsson e Jon Christensen, além do americano, composto por Dewey Redman, Charle Haden e Paul Motian.

Essas formações “móveis” eram como as cirandas brasileiras: Paul Bley gravava com John Surman, que gravava com Miroslav Vitous, que gravava com Jack DeJohnette, que gravava com Keith Jarrett, que gravava com Charlie Haden, que gravava com Don Cherry, que gravava com Naná Vasconcelos, que gravava com Jan Garbarek, que gravava com Egberto Gismonti e, assim por diante.

Desses grupos transitórios, um dos meus preferidos foi o que reuniu Terje Rypdal, Miroslav Vitous e Jack DeJohnette. O sucesso da ECM ecoou no Brasil e o disco dos três, intitulado apenas com os nomes deles foi um dos que saiu em versão nacional, não me lembro se na primeira ou segunda leva de lançamentos. Assim tivemos contatos com a música que seu criador usou como slogan “o mais belo som depois do silêncio”. 

No álbum em que tocaram juntos pela primeira vez, de 1979, duas composições são de Rypdal, duas de Vitous e as duas últimas, dos três. Os destaques são “Den Forste Sne” (Rypdal), “Believer” (Vitous) e Seasons (Rypdal, Vitous, DeJohnette). A combinação do som da guitarra tensa e inttensa combina muito bem com o estilo meio dramático, em alternâncias abruptas de andamento. Jack DeJohnette é um daqueles bateristas que se adequa em qualquer formação.

Em 1981 reuniram-se novamente e resultou no álbum “To Be Continued”, não tão bom quanto o primeiro, mas com dois títulos excepcionais: “Maya” e ‘Toplue, Votter & Skyerf”, ambas de Rypdal. Neste, o norueguês, além da guitarra toca flauta, Vitous, o contrabaixo elétrico, e Jack DeJonhette, vocais, na última faixa.

Ouça os destaques nessa playlist.


quinta-feira, 24 de julho de 2014

A última dança de Charlie Haden com Keith Jarrett

Charlie Haden e Keith Jarrett no estúdio do pianista
Duas coisas são curiosas, pensando na morte de Charlie Haden aos 76 anos, na semana passada: o título do CD mais recente, em duo com Keith Jarrett, é Last Dance, e a última faixa é Goodbye. Seria uma premonição. Sendo assim, serve como testamento de um dos maiores baixistas da história do jazz.

Mas, e se for um golpe mercadológico do produtor Manfred Eicher? Agora que Haden está morto, sabe-se que padecia de uma enfermidade grave, consequência de uma variante da poliomielite contraída quando tinha quinze anos e comprometera-lhe os movimentos da face e as cordas vocais. É por isso que tinha aquela expressão de estátua. A doença ceifou seu desejo de ser cantor profissional, que era o que fazia na Haden Family. Para muitos que o conheceram como baixista devem ter se surpreendido quando o ouviram cantar Wayfairing Stranger, a última faixa de Art of the Song (1999). Em Rambling Boy (2008), álbum que relembra a família musical – dessa vez, com participação das filhas Petra, Rachel, Tanya e Josh, mais a mulher Ruth Cameron – Haden canta Oh Shenandoah, um tema tradicional do folk americano. Shenandoah é a cidade natal do baixista. Em ambas as canções ouvimos uma voz muito fraca e extremamente afinada.

My Old Flame, My Ship, ’Round Midnight, Dance of the Infidels, It Might as Well Be Spring, Everything Happens to Me, Where Can I Go Without You, Everytime We Say Goodbye e Goodbye são as canções que compõem Last Dance. O CD é complemento do anterior Jasmine (ECM, 2009). Todas foram gravadas no estúdio de Keith Jarrett, em 2007. Em Jasmine, a chamada de venda, assinada pelo pianista, era: “Chame sua mulher, esposa ou amante tarde da noite, sentem-se e ouçam.” Serve para Last Dance, também. É relaxante ouvir o piano e o contrabaixo dos dois. São temas em tempo lento, em sua maioria. Mesmo Dance of the Infidels, de Bud Powell, cujo original é mais uptempo é executada em tempo médio.

Ouça Goodbye, de Gordon Jenkins.



Ouça também Everytime We Say Goodbye.



Haden ficou mais conhecido quando fez parte do conjunto de Ornette Coleman, Jarrett, como pianista da banda de Charles Lloyd. Montaram uma banda infernal com o diabólico saxofonista Dewey Redman e o ex-baterista de Bill Evans, Paul Motian. Gravaram álbuns excepcionais. 

A primeira vez em que ouvimos os dois em duo foi com Ellen David, em Closeness (A&M, 1976). Lançaram, pela ECM, Arbour Zena, com orquestra e o saxofonista Jan Garbarek. Belíssimo. Algo muito diverso do som do quarteto americano. A maior característica do som de Haden era o lirismo e a predominância do melódico e menos da potência rítmica de Ray Brown. Aliado ao lirismo do piano de Jarrett, fizeram uma parceria quase perfeita. Assim como Jasmine, Last Dance não é aquele álbum que tem lugar na história como um Kind of Blue, de Miles Davis, mas tem um lugar bem especial na estante de qualquer amante do jazz.

Ouça a maravilhosa Ellen David, duo de Haden e Jarrett, em Closeness.



Ouça na íntegra o álbum Arbour Zena (ECM, 1976). 



terça-feira, 14 de maio de 2013

Don’t Explain, o álbum ao vivo de Heinz Sauer e Michael Wollny

Sauer e Wollny: duas gerações do jazz
No primeiro – e único – álbum gravado na ECM Records, George Adams divide os solos de saxofone com um alemão chamado Heinz Sauer. Nem cara de alemão o então jovem tinha, e mais: cabelos pretos e meio carapinha. E nem George Adams parecia o selvagem e ensandecido saxofonista da banda de Charles Mingus. Foi “domado” pelo produtor Manfred Eicher, dono da bola.

Assim mesmo, Sound Suggestions é um belo disco. Lançado em 1979, tem como parceiros musicais o trompetista Kenny Wheeler, o pianista Richie Beirach, o baixista Dave Holland e o baterista – este sim, ensandecido – Jack DeJohnette. Baba, a primeira, é um original de Wheeler. Um puro Wheeler. Sempre gostei de suas composições. É meio ECM, como diziam jocosamente, naquele tempo, os mais puristas. O que importa é que, com Adams e DeJohnette, impossível ser morno, mesmo que Eicher tenha “domado” o saxofonista. Beirach é um pianista lírico, mais para o climático – bem ECM – e Wheeler tem uma queda pelo dramático. Em uma única oportunidade Adams se safa dos grilhões; é em sua composição Got Something’ Good for You. Como seu saxofone, sua voz é áspera, negra, meio blues. Muito bom mesmo.

Em Sound Suggestions o saxofone de Heiz Sauer é limpo, bem redondo, é um contraponto para Adams. As características de cada um são facilmente perceptíveis pois foram separadas na gravação: o alemão no canal esquerdo e o americano no direito.

Nunca mais ouvi algum registro de Sauer. Neste ano descubro que foi lançado Don’t Explain: Live in Concert, pela gravadora alemã ACT Music. É um duo com o pianista Michael Wollny. Respeitosamente, o nome de Sauer vem em primeiro lugar. Heinz é octogenário. Incrível como temos saxofonistas longevos e muito bons. Deve ser por causa do exercício compulsório dos pulmões. Veja Sonny Rollins, ativo ainda, e Charles Lloyd também. Aliás, o sopro de Sauer ficou mais rasgado com o tempo e lembra o de Lloyd. Wollny é bem mais jovem. Poderia ser neto do saxofonista. A diferença de gerações não afeta em nada a qualidade do disco ao vivo lançado em 2012.

Difícil conjecturar se temas como Nothing Compares 2 U ou Make You Feel My Love, de Bob Dylan, estariam entre as escolhidas de Sauer, mas é interessante ouvi-lo executando Prince. Além dos “pops”, Wollny e Sauer executam clássicos como All Blues, de Miles Davis, a música que dá titulo – Don’t Explain –, e composições do saxofonista.


Ouça a versão de Nothing Compares 2 U.





quinta-feira, 15 de novembro de 2012

A “Carta de amor” de Gismonti

Gismonti, Haden e Garbarek (Ralph Quinke/ECM)
Quem é fã de Egberto Gismonti vai comprar o álbum duplo Carta de Amor, lançado pela gravadora internacional do brasileiro, a ECM. São registros de uma apresentação no Americanhaus, em Munique, acontecidas em abril de 1981. A Borandá tem distribuído alguns bons CDs da ECM, poucos, é certo. Os CDs físicos são importados e o encarte e o box são produzidos aqui mesmo. Sai um pouco mais barato. Por este álbum duplo paguei 69 reais. Com a facilidade de se baixar de graça, sai caro. Tenho minhas dúvidas se deveria ter esperado um pouco e deixar de gastar meu precioso dinheirinho. Vi, em pelo menos dois sites, disponível para ser baixado em mp3 “de grátis”, como dizem por aí.

A ECM deve ter montes de registros guardados como esse, e agora, resolveu lançá-los. Tem cheiro de estratégia “caça-níquel”. Pouco tempo atrás, lançou Sleeper, com o quarteto europeu de Keith Jarrett. Um músico que está nos dois discos é Jan Garbarek, saxofonista norueguês. (sobre Sleeper, leia http://bit.ly/RV0JOn)

Quem conhece razoavelmente os discos da ECM, sabe que Manfred Eicher gosta de unir seu cast em formações eventuais. Em uma delas, juntou Gismonti, Charlie Haden e Jan Garbarek. O brasileiro tem cartaz com o alemão. Além de continuar a gravar com total liberdade, conseguiu lançar por lá vários títulos que haviam saído pela EMI-Odeon brasileira e outros de seu selo Carmo.

Mágico e Folk Songs foram os discos lançados pelo trio. Ambos foram gravados em 1979, o primeiro em junho, e o outro, em novembro. Quem tem os dois não vai se decepcionar com o álbum ao vivo, pois algumas são inéditas. De Gismonti são Carta de Amor, Dom Quixote e Branquinho. A “inédita” de Haden é La Pasionaria, composição que saiu no genial The Ballad of the Fallen (1976), homenagem à Dolores Ibarruri, figura legendária da Guerra Civil Espanhola. Haden sempre esteve engajado politicamente com a esquerda e procurou levar isso à sua música. Não sei até onde funciona efetivamente como instrumento de luta, mas, pelo menos, musicalmente, deu certo com a sua banda em parceria com Carla Bley, a Liberation Music Orchestra. A outra de Haden é All That Is Beautiful.

Após Two Folk Songs, de Jan Garbarek, em meio aos aplausos, ouve-se um espectador dar um grito. Catarse… por estar vivendo aquele instante único. Fico a pensar acerca do grito. Depois de ouvir uma composição do “gélido” norueguês? Emoções são muito particulares e peculiares. Não vi algum motivo para esse “orgasmo musical”.

Juntando a “temperatura” de Jan com a de Gismonti (alta), o resultado final em Carta de Amor é morno. Garbarek tornou-se conhecido por um público maior quando se tornou membro da banda de Keith Jarrett, mas já era da ECM desde 1969, quando a gravadora tinha sido criada.

Na mesma época em que fez parte do quarteto de Jarrett, gravara dois discos superiores, na minha opinião, com o pianista Bobo Stenson, Palle Danielsson (baixo) e Jon Christensen (bateria): Witchi-Tai-To (1973) e Dansere (1975).

Se considerarmos a música de improviso como jazz, aí sim, Garbarek é do ramo. Mas não é assim. Por seus registros posteriores, percebe-se que seus interesses musicais são bem mais amplos. Enveredou pela música erudita com o Hilliard Ensemble, fez releituras do canto gregoriano e o que chamam por aí de world music. Seu disco Ragas and Sagas (1992) é dividido com Ustad Fateh Khan e outros músicos paquistaneses. Twelve Moons – a segunda faixa, Psalm, cantada por Agnes Buen Garnås, é maravilhosa – explora o folclore escandinavo. Por essas e outras gravações, muitos o classificam como um representante da world music e até, erroneamente, da música new age. Os dois citados e Dansere, com o trio de Bobo Stenson, são muito bons e demonstrativos da versatilidade do norueguês.

Depois de ter falado tão bem de Garbarek, vou falar mal. Enjoei do sopro estridente de seu sax, principalmente no soprano. Ouvindo Carta de Amor, percebo que seus discos gravados com ele e Charlie Haden não se incluem entre os melhores de sua discografia. Minha opinião, certo? Agora, os registros existentes de Gismonti com o baixista (In Montreal, ECM, 2001), em 1989, são pra lá de bons. É uma perfeita combinação. Haden é cool e, com Gismonti, atingem a temperatura ideal. Até que não seria má ideia comentar sobre esse disco posteriormente.

Bom, posso considerá-lo médio, mas não quer dizer que seja ruim, por favor. Ouça a música-título.