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quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Eles adoram cantar Leonard Cohen



 

São tantos os covers de Leonard Cohen, que ele virou um standard. Não são apenas as canções que se tornaram standards. Ele também, com um certo perigo de tornar-se caricatura de si mesmo. Quando ficou conhecido já tinha aquele jeito de “diferente”. Era alguém que parecia surgir na contra mão. Enquanto todo mundo queria fazer muito barulho, era da ala mais zen. A boa amostra desse seu estilo é a sua longa fala na apresentação no festival da Ilha de Wight.

Cohen, na mesma medida em que envelheceu, foi ficando mais conhecido e todo mundo canta suas canções. Agora que completou 80 anos, foram lançados alguns álbuns lembrando da efeméride, e o próprio Leonard soltou “Popular Problems”. A mais conhecida revista francesa especializada em música popular, a “Les InrocKuptibles”, encartou um CD com algumas interpretações conhecidas e outras menos. Dos intérpretes consagrados, muito boa é “Avalanche”, com Nick Cave em performance “intensa” e dramática, como de costume.

Veja Cave em “Avalanche”

As homenagens não param por aí. Saiu no mercado alemão um álbum chamado “Poet – Leonard Cohen in Deutscher Sprache”. É o bardo canadense cantado na língua de Goethe e Schiller. Os nomes, fora o de Nina Hagen, para mim, são desconhecidos. Mas não custa dar uma ouvida. 

Ouça Peter Maffay em “Zuerst Also Manhattan” ou, “First We Take Manhattan”

 

O melhor disco tributo é bem antigo e tem um punhado de nomes consagrados como Lloyd Cole, Ian McCulloch, Pixies, James, John Cale, Nick Cave e R.E.M., dentre outros. Chama-se “I’m Your Fan”, de 1991.

Muito linda, presente em “I’m Your Fan”, é Suzanne com Geoffrey Oryema. Ouça.

 

Não posso deixar de repetir um dos grandes covers presentes nessa postagem. Veja “If It Be Your Will”, com Antony and The Johnsons.


 

O melhor disco tributo é bem antigo e tem um punhado de nomes consagrados como Lloyd Cole, Ian McCulloch, Pixies, James, John Cale, Nick Cave e R.E.M., dentre outros. Chama-se “I’m Your Fan”, de 1991.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

O velho e bom Nick Cave

Capa do mais novo Nick Cave
No release distribuído à imprensa para anunciar seu novo disco, o texto, para não deixar de ser um Nick Cave, teria de ser estranho e um tanto enigmático: “Se fosse usar aquela metáfora banal de discos gerados como crianças, Push the Sky Away é o bebê-fantasma na incubadora e os loops de Warren [Ellis] são as suas pequenas e trêmulas pulsações do coração.” Entendeu?

Desde 2008, o australiano não lançava nada. Dig, Lazarus, Dig!!! (título ótimo) é interessante, mas não o considero bom. Push the Sky Away, que tem seu lançamento oficial marcado para 18 de fevereiro, é. Apesar de abordar temas (muito) estranhos e lúgubres e, com suas “más sementes”, produzir sons “cavernosos” (a expressão caiu em desuso, mas servia muito bem à época em que ele ficou conhecido), antes de mais nada, suas canções são melódicas e palatáveis aos tímpanos. São densas e as letras também. Giram em torno de algumas de suas obsessões: morte, religião, violência e amor. Push the Sky Away não foge à regra. Segundo Cave, as músicas foram compostas a partir de “curiosidades tiradas a partir de buscas no Google e Wikipedia, “fossem verdadeiras ou não”.

A indústria fonográfica vive a reclamar do declínio das vendas e é real a mudança de modelo de como o público consome música. A Tower Records, a HMV deixaram de existir. As estratégias são diferentes. No caso do álbum mais recente de Cave, são oferecidos em vários formatos. Estão em “pre-order” uma versão de luxo contendo o CD, um LP de vinil de 180g, um DVD, dois vinis de 7” contendo faixas extras, uma réplica do caderno de Cave com as anotações com 120 páginas, encadernadas manualmente, e um certificado de autenticidade para os 300 primeiros pedidos. Nem quis ver quanto custa, mas se está à venda é porque tem quem compre. A outra opção é um DVD/CD em embalagem de capa dura forrada com linho, com um booklet de 32 páginas. A terceira opção, a mais barata, evidentemente, é o CD apenas. Mais barata ainda é ir atrás dos downloads disponíveis na rede e ter o privilégio de ouvir esse bom disco antes de todo mundo. Você escolhe.

Ouça We No Who U R, a primeira faixa.



Ouça Push the Sky Away, música título e última do CD.


Nota: todas as músicas postadas no DivShare podem ser “puxadas”. Basta clicar em “share” e depois, em “download”.