sexta-feira, 10 de maio de 2013

Gregory Porter em São Paulo

A TUCCA – Associação para Crianças e Adolescentes com Câncer –, além de fazer um grande trabalho, tem uma programação de espetáculos artísticos que é vendida em pacote e individualmente (veja em: http://www.tucca.org.br/eventos/agenda.asp). Neste ano, por exemplo, teremos Ute Lemper (não é a primeira vez que vem ao Brasil sob os auspícios da TUCCA) em outubro, aparentemente, muito interessante, pois será sobre poemas de Pablo Neruda. Bem agora, no dia 21 de maio, virá o cantor Gregory Porter, uma das grandes revelações do jazz. Será na Sala São Paulo. Quem quiser ouvi-lo ao vivo, tem essa oportunidade única.

Se você quiser saber mais sobre Porter, entre no seu site: http://www.gregoryporter.com.

Leia também no blogue: http://bit.ly/TVkW98


Veja Porter em On My Way to Harlem.




Ouça Lonely One.


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Ouça Painted on Canvas.


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God Bless the Child.


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quinta-feira, 9 de maio de 2013

O tesouro guardado de Mônica Salmaso

A capa de Nem 1 Ai, de Mônica Salmaso
Por ocasião do Heineken Concerts, em 2000, seu produtor, Toy Lima, convidou Mônica Salmaso propondo que fizesse uma apresentação de inéditas. O repertório foi combinado com os músicos Rodolfo Stroeter (baixo acústico), Nailor Proveta (sax e clarineta), André Mehmari (piano), Tutty Moreno (bateria), quarteto que havia gravado, em 1998, deste último, o álbum Forças d’Alma. O músico “a mais” foi o acordeonista Toninho Ferragutti. Constaram do programa Bate Canela, Kaô, Esconjuros, Derradeira Primavera, Lenda do Abaeté, Cair da Tarde, Minha Palhoça, e Mora na Filosofia.

O show aconteceu no antigo Tom Brasil, São Paulo, numa sexta-feira. Na segunda-feira entraram em estúdio e, em duas sessões de gravação, registraram “ao vivo” as canções, acrescidas de Saudades dos Aviões da Panair (Conversando no Bar), Joana Francesa e Tonada del Cabrestero, do venezuelano Simón Dias. As “masters” ficaram guardadas na prateleira – ou no HD? Em 2008, a gravadora de Mônica, a Biscoito Fino, resolveu lançar o disco que se chamou Nem 1 Ai.

Mais um disco de Mônica Salmaso? É. Mais um disco de Mônica Salmaso. Mas é a Mônica Salmaso. Com habitual competência, tudo o que faz é uma contribuição importante à música brasileira. Um diferencial importante é a de que os instrumentistas não são meros coadjuvantes. Seus discos não são os de uma cantora e seus acompanhantes; é um disco de todos, colaborativo. E um detalhe: músicos de primeira. Sem desmerecer ninguém, o pianista André Mehmari faz a diferença. São de sua autoria os arranjos de Derradeira Primavera, Cair da Tarde, Saudades dos Aviões da Panair, Joan Francesa e Mora na Filosofia.

Para começar, Derradeira Primavera. Os vídeos – grande “youtube”! – são da apresentação do Heineken Concerts, de 2000.




Mora na Filosofia.




Cair da Tarde.




Lenda do Abaeté, de Dorival Caymmi.

terça-feira, 7 de maio de 2013

The Messenger, o primeiro solo de Johnny Marr

Marr em foto de divulgação da Warner
Segundo Michael Hann, de The Observer, corre-se o risco da indulgência ao se criticar o álbum solo de Johnny Marr. Com razão. Quem não esperava por esse disco? Órfãos de uma das grandes bandas da década de 1980, o The Smiths, tiveram de esperar 25 anos por este momento. Evidente a expectativa.

Enquanto Morrissey partia para a carreira solo, Marr virou sideman de luxo. Tocou com os Talking Heads, Pretenders, Pet Shop Boys, Billy Bragg, Beck e participou das bandas Modest Mouse, The Healers, The Electronic (com o “new order” Peter Hook) e The Cribs. Foi morar em Portland, Oregon. A decisão de realizar o álbum coincidiu com a volta à Manchester natal. Bem simbólico, não?
À parte a indulgência, natural que os fãs dos tempos dos Smiths queiram ouvir a guitarra que foi a alma da banda. A grande qualidade era a perfeita harmonia das letras torturadas, a voz de Morrissey e o som especial de Marr, discreto, presente em cada acorde de canções como Money Changes Everything (leia: http://bit.ly/15haSPA), Hand in Glove, How Soon Is Now? e This Charming Man. E quem ouvir The Messenger não ficará decepcionado. O passado se foi e não existe a mínima possibilidade de uma reunião dos Smiths (é o que Marr afirma). Sem letras de Morrissey, a voz é de Johnny. Mas seus admiradores querem mesmo é ouvir os sons de sua guitarra. Gary Mulholland, da Uncut, na crítica em que dá nota 7, escreve acertadamente que Marr continua sendo “um dos melhores barulhos [noise] da Terra.”


Veja o vídeo de The Messenger.



New Town Velocity.



European Me.




Say Demesne.




Upstarts.


 

Lockdown.