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| A capa de Nem 1 Ai, de Mônica Salmaso |
Por ocasião do Heineken Concerts, em 2000, seu produtor, Toy Lima, convidou Mônica Salmaso propondo que fizesse uma apresentação de inéditas. O repertório foi combinado com os músicos Rodolfo Stroeter (baixo acústico), Nailor Proveta (sax e clarineta), André Mehmari (piano), Tutty Moreno (bateria), quarteto que havia gravado, em 1998, deste último, o álbum
Forças d’Alma. O músico “a mais” foi o acordeonista Toninho Ferragutti. Constaram do programa
Bate Canela,
Kaô,
Esconjuros,
Derradeira Primavera,
Lenda do Abaeté,
Cair da Tarde,
Minha Palhoça,
e Mora na Filosofia.
O show aconteceu no antigo Tom Brasil, São Paulo, numa sexta-feira. Na segunda-feira entraram em estúdio e, em duas sessões de gravação, registraram “ao vivo” as canções, acrescidas de
Saudades dos Aviões da Panair (Conversando no Bar),
Joana Francesa e
Tonada del Cabrestero, do venezuelano Simón Dias. As “masters” ficaram guardadas na prateleira – ou no HD? Em 2008, a gravadora de Mônica, a Biscoito Fino, resolveu lançar o disco que se chamou
Nem 1 Ai.
Mais um disco de Mônica Salmaso? É. Mais um disco de Mônica Salmaso. Mas é a Mônica Salmaso. Com habitual competência, tudo o que faz é uma contribuição importante à música brasileira. Um diferencial importante é a de que os instrumentistas não são meros coadjuvantes. Seus discos não são os de uma cantora e seus acompanhantes; é um disco de todos, colaborativo. E um detalhe: músicos de primeira. Sem desmerecer ninguém, o pianista André Mehmari faz a diferença. São de sua autoria os arranjos de
Derradeira Primavera,
Cair da Tarde,
Saudades dos Aviões da Panair,
Joan Francesa e
Mora na Filosofia.
Para começar,
Derradeira Primavera. Os vídeos – grande “youtube”! – são da apresentação do Heineken Concerts, de 2000.
Mora na Filosofia.
Cair da Tarde.
Lenda do Abaeté, de Dorival Caymmi.