quinta-feira, 9 de maio de 2013

O tesouro guardado de Mônica Salmaso

A capa de Nem 1 Ai, de Mônica Salmaso
Por ocasião do Heineken Concerts, em 2000, seu produtor, Toy Lima, convidou Mônica Salmaso propondo que fizesse uma apresentação de inéditas. O repertório foi combinado com os músicos Rodolfo Stroeter (baixo acústico), Nailor Proveta (sax e clarineta), André Mehmari (piano), Tutty Moreno (bateria), quarteto que havia gravado, em 1998, deste último, o álbum Forças d’Alma. O músico “a mais” foi o acordeonista Toninho Ferragutti. Constaram do programa Bate Canela, Kaô, Esconjuros, Derradeira Primavera, Lenda do Abaeté, Cair da Tarde, Minha Palhoça, e Mora na Filosofia.

O show aconteceu no antigo Tom Brasil, São Paulo, numa sexta-feira. Na segunda-feira entraram em estúdio e, em duas sessões de gravação, registraram “ao vivo” as canções, acrescidas de Saudades dos Aviões da Panair (Conversando no Bar), Joana Francesa e Tonada del Cabrestero, do venezuelano Simón Dias. As “masters” ficaram guardadas na prateleira – ou no HD? Em 2008, a gravadora de Mônica, a Biscoito Fino, resolveu lançar o disco que se chamou Nem 1 Ai.

Mais um disco de Mônica Salmaso? É. Mais um disco de Mônica Salmaso. Mas é a Mônica Salmaso. Com habitual competência, tudo o que faz é uma contribuição importante à música brasileira. Um diferencial importante é a de que os instrumentistas não são meros coadjuvantes. Seus discos não são os de uma cantora e seus acompanhantes; é um disco de todos, colaborativo. E um detalhe: músicos de primeira. Sem desmerecer ninguém, o pianista André Mehmari faz a diferença. São de sua autoria os arranjos de Derradeira Primavera, Cair da Tarde, Saudades dos Aviões da Panair, Joan Francesa e Mora na Filosofia.

Para começar, Derradeira Primavera. Os vídeos – grande “youtube”! – são da apresentação do Heineken Concerts, de 2000.




Mora na Filosofia.




Cair da Tarde.




Lenda do Abaeté, de Dorival Caymmi.

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