quinta-feira, 21 de junho de 2018

O caso de Caetano Veloso com John e Paul

Caetano Veloso, sem lenço, sem documento
Nesses dias, por razões mais e menos obscuras, para mim, entrei em uma onda nostálgica, que me levou a gravar vários CDs com mp3 de álbuns significativos de música brasileira, para ouvir no carro. Nessa seleção, estão Caetano Veloso, Gilberto Gil, Luiz Melodia, Milton Nascimento, Beto Guedes, Dorival Caymmi, Dori Cammi, Nana Caymmi e Edu Lobo. Nesses dias, na maior parte do tempo, ouço meus CDs no meu amplificador de válvulas. Nesse frio, o calor físico e sonoro das válvulas parecem fazer diferença.

Deles, dois álbuns de Caetano Veloso estão entre os selecionados por estarem entre os meus preferidos: “Joia” e “Qualquer Coisa”. De 1975, saíram juntos. A referência maior são os Beatles, a começar da capa do último, inspirada em “Let It Be”, com a diferença de que os quatro são ele apenas, em variações de uma foto, com registros de fotolito deslocados. Das doze faixas, três, cantadas em seguida, são de John Lennon e Paul McCartney: “Eleanor Rigby”, For No One” e “Lady Madonna”; em “Joia”, uma única composição: “Help”. Mais de 40 anos depois, continuam entre as mais originais leituras existentes, dentre as milhões disponíveis.

Ouça “Eleanor Rigby”.




Ouça “For No One”.




Ouça “Lady Madonna”.




Nas três, os violões são de Caetano e Perinho Albuquerque. Em “Help”, que está em “Joia”, é Caetano sozinho.




Caso interessar, os manifestos lançados com os discos, acesse aqui.