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| Lewis Wright e Kit Downes |
Outro genial, é Milt Jackson. Diferentemente do primeiro, pura energia ritmica, este privilegiou a melodia de sonoridades hipnotizantes, em combinação perfeita com a concepção “third stream” do pianista John Lewis, no Modern Jazz Quartet.
Um dos vibrafonistas geniais, depois deles, é Gary Burton. Surgiu na cena musical nos anos 1960 e é até hoje a grande referência, junto com Bobby Hutcherson. Mais novos que ele, muito bons, são Stefon Harris, Steve Nelson e Jason Adasiewicz.
Apesar de Donald Trump, os Estados Unidos continuam sendo o centro de propagação do jazz, em prejuízo de países fora do continente americano. Por essa razão, o inglês Lewis Wright desponta entre os melhores rising stars, ocupando um modesto 20º lugar, pela revista Downbeat. O rapaz promete – recebeu um belo elogio de Gary Burton –, a começar por seu talento como compositor.
Pessoas que possuem seus cartões de idosos, para poderem estacionar em vagas especiais de mercados, bancos e shopping centers, podem viajar gratuitamente de metrô, trem ou ônibus, e que gostam de música, devem ter ouvido em alguma ocasião a grande parceria de Chick Corea e Gary Burton. Apresentaram-se no Brasil, depois de terem lançado “Crystal Silence” (ECM, 1979), “Duet” (ECM, 1979) e “In Concert, Zürich, October 28, 1979”. Quem viu sabe do quanto foi antológico o encontro.
O selo Signum Classics – a princípio, imaginei que fosse de música erudita – acaba de lançar o álbum “Duets”, com Lewis Wright e Kit Downes. Sem saber dele, “farejando” apenas por conhecer Downes, pianista e organista de enorme talento, resolvi arriscar. É uma bela surpresa. Lembra os de Corea e Burton. As composições são todas de Wright. Olha, vou ficar atento aos próximos que gravar. “Duets” é seu primeiro lançado. “Fortuna” e “Satis” são as minhas preferidas, por enquanto.
Por sorte, essas duas faixas estão disponíveis no YouTube.
“Fortuna”.
“Sati”.
Sobre Kit Downes, leia em Um grande início de 2018 da ECM
