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| Cyrille e Diego, à vontade |
Parte da responsabilidade do “tom” bossa nova se deve ao violonista Diego Figueiredo, com quem divide o disco. Como Diego passa metade do ano fora do país, imagino ser essa a raazão de ser pouco conhecido em terras brasileiras. Segundo lugar no Prêmio Visa de MPB em 2001 – o primeiro foi Yamandú Costa –, tocou com Belchior por quatro anos e acompanhou vários intérpretes. Lançou o solo Segundas Intenções, em 2004, pelo selo Atração Fonográfica; em 2009 saiu Vivência (nesse toca só guitarra), pelo Biscoito Fino. O último é um belo trabalho: vai na linha dos primeiros discos de Pat Metheny. Esses são os que sei que saíram por aqui. É possível que tenham sido lançados outros pois no site de Diego está dito que tem 15 álbuns lançados.
Cyrille é filha de pai francês e mãe nascida na Republica Dominicana. Foi finalista do prestigiado Thelonious Monk International Jazz Competition em 2010. As melhores cantoras da atualidade, como Roberta Gambarini (leia em http://bit.ly/L3ygSB), Jane Monheit, Gretchen Parlato (leia em http://bit.ly/RNT5Yg) e Tierney Sutton (leia em http://bit.ly/13mzgOD) foram finalistas nessa competição, para se ter uma ideia de sua relevância. E saíram com contratos assinados por gravadoras como a Concord Jazz (Jane), Telarc Jazz (Thierney) e Groovin’ High (Roberta). Desde que passou a morar nos EUA, tem se apresentado em clubes consagrados ao jazz como o Joe’s Pub, Birdland, The Iridium, Smalls e Dizzy’s Coca-Cola Club, do Lincoln Jazz Center.
Convidado por Diego, que a conhecera em uma das vezes em que foi premiado (duas vezes) como melhor guitarrista no Montreux Jazz Festival, gravaram Smile, em 2009. Quando se apresentaram, no ano seguinte, no Dizzy’s Coca-Cola Club, em Nova York, gravaram no Avatar Studios Just the Two of Us, lançado pela japonesa Venus Records em 2010.
Veja a apresentação de Aimée e Figueiredo no Dizzy’s Coca-Cola Club.
Os dois interpretam o standard Bye Bye Blackbird.
Conheço apenas o primeiro e, como diria nosso eterno campeão (Indy e Formula 1) Emerson Fittipaldi, “eu recomendo”. É um disco muito agradável. Cyrille tem bela voz e se vira bem em três idiomas – o natal, francês, o inglês e o português… só faltou cantar em espanhol – e Diego é craque. É um violonista preciso e sem os excessos “digitais” de Yamandú. Destacam-se A Night in Tunisia (boa mesmo, grande violão de Diego), Yardbird Suite, outro clássico bebop (Charlie Parker), as francesas, as manjadas Que reste-t-il de nos amours e La vie en rose, manjadas mas muito bem interpretadas por Aimée.
Os dois fizeram apresentações no Brasil e algumas delas estão disponíveis no YouTube. Veja e ouça Que reste-t-il de nos amours. Aqui, são acompanhados por Robertinho Silva e Eduardo Machado.
Veja e ouça Night in Tunisia.

