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quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

O disco que João Donato não gravou com Chet Baker

João Donato e Chet Baker juntos: o grande disco “que não houve”


Foi lançado pela editora Melrose Brooks o livro Funny Valentine – The Story of Chet Baker, de Mathew Ruddick. É um catatau com 830 páginas e é bem provável que seja traduzido para o português. Teve uma época em que era chique conhecer ou citar Chet Baker, ou melhor, o álbum Chet Baker Sings. Os “bacanas” possuem certos códigos. Enquanto é do conhecimento de poucos é o máximo. Aí, cai na boca da patuléia. Daí em diante, deixa de ser.

A vida de Baker ficou maior do que sua arte. Bonito, talentoso, devastado pelas drogas pesadas, e ainda morre pulando da janela de um hotel em Amsterdam. Concorda que sua história “dava um bom livro”? O de Ruddick não é o primeiro e nem será o último.

O LP, lançado em 1956, era item de colecionador. Poucos o tinham, e nesse caso, em estado imprestável de tanto ser tocado. E não eram muitos os que tinham dinheiro para comprar discos. LPs eram bem caros. Mesmo na minha adolescência, no início dos anos 1970, em um período de um ano, conseguia comprar cerca de 10 LPs. Está certo que a mesada que recebia era uma miséria. A qualidade dos nacionais era péssima e os importados eram caríssimos. Para cada nove nacionais adquiridos, comprava um importado. Aos poucos os discos foram ficando baratos (ou tivesse passado a ganhar um pouco mais). Até o fim da era dos LPs, tinha cerca de 4 mil.

O amigo Alberico Cilento, adolescente na época em que saiu Chet Baker Sings, lembra de uma de suas férias em que passaram um mês na praia e levaram quatro LPs. Um era esse e os outros, Canção do Amor Demais, Joias de Erroll Garner e Inolvidable, de Lucho Gatica. Passaram todos os dias ouvindo apenas isso. Imagine como as músicas devem ter “colado” em suas memórias. Não estranhe que o disco de Gatica esteja na lista. Fazia o maior sucesso. O chileno, um dos gigantes do bolero, gravou Inolvidable em Cuba com os Irmãos Castro, no violão e contrabaixo, influenciado pelas harmonias do guitarrista Barney Kessel em Cry Me a River, de Julie London.

Salto para o fim dos anos 1990
A Vera Galli, velha e querida amiga – e antenada –, conta uma história engraçada. Um dia, meio a uma conversa perguntou a uma amiga se conhecia Chet Baker. Ela respondeu: “Nunca fui lá.”

Os “bacanas”, nesse meio tempo já sabiam quem ele era. Falava-se que João Gilberto fôra influenciado pela maneira “cool” de Baker cantar. Enfim, o pessoal da bossa nova falava muito dele e das harmonias, avançadas para a época, de Barney Kessel. De tanto falarem da influência do americano sobre a bossa nova, Chet caiu na boca da patuleia.

O Brasil foi conhecendo a música de Baker pelas bordas. Foram lançados aqui, primeiro os gravados na Europa, depois que passara por prisões, internações e nem tinha mais os dentes da arcada superior, terrível para um trompetista. A voz perdera aquela delicadeza juvenil do início da carreira. Eram álbuns, desiguais, muito inferiores aos do início de sua carreira. Anos depois, por volta de 1990, apareceu um disco chamado The Best of Chet Baker Sings, com o subtítulo “Let’s Get Lost”. Tinha sido lançado pouco antes um documentário (virou cult) dirigido pelo fotógrafo de moda Bruce Weber com este nome. Além das doze do original, foram acrescentadas outras oito gravadas em outros álbuns feitos para a Pacific Jazz. Foi a apresentação do melhor de Chet.

O meu Chet Baker Sings
Os CDs musicais foram lançados em 1979 pela Philips. Custavam bem mais que os LPs e demorou um pouco para pegar. A contrapropaganda alardeava quanto à pobreza do som digital (verdade) e diziam que a superfície metalizada dos CDs degradaria em até cinco anos (mentira).

Comprei meu primeiro aparelho em 1987, em Nova York, e cerca de 20 CDs. Paguei uma grana preta na alfândega. O fiscal da polícia federal não considerou minhas alegações de que música era cultura. Disse até que em todo LP vinha escrito “Disco é cultura”. E era verdade. A besta não ficou nem um pouco comovida com meus argumentos.

Em 1990 fui ao Japão. CDs que nunca tinham sido lançados nos EUA estavam disponíveis, se bem que, mais caros. Um dos achados foi um “complete” de Billie Holiday com todas as gravações da Columbia. Em anos posteriores saíram no Brasil e nos EUA, mas separados e com o título The Quintessential of Billie Holiday. Não vinha com os “alternate takes” e um livreto com as letras de todas as canções.

Grande achado mesmo foi Chet Baker Sings. Sonhava com ele em CD. O problema é que havia um outro com o mesmo título acrescido de “My Funny Valentine”. Na dúvida, comprei os dois. Neste segundo, constavam dez das doze do original. A capa era com Chet empunhando um violão, imagem do mesmo William Claxton, autor das melhores imagens de Chet nos anos 1950. Essas fotos foram reunidas em um livro chamado Young Chet (Schirmer Art Books, 1993). Parece que o produtor e dono da Pacific Jazz Dick Bock, para ganhar um troquinho a mais, reutilizava as matrizes fonográficas acrescentando alguns instrumentos e os “relançava”. Neste, estão listados Joe Pass, Bud Shank, Lawrence Marable, Corky Hale na harpa, além de um naipe de cordas, ausentes no LP original.

Fui pego novamente na alfândega. Trazia um amplificador Denon de 20 quilos e 90 CDs. Quis o bom destino que aparecesse uma pessoa dizendo que eu era funcionário da Varig. Não era. Minha irmã era. Estranhando a minha demora, pediu a uma colega de trabalho que fosse ver por que eu demorava. O fiscal disse: “Fecha a mala. Está liberado.” Não tive de pagar nada. Saí de um jeito tão atabalhoado que esqueci de pegar o passaporte de volta, que, à essa altura, já estava no bolso dele.

Era, no Brasil, provavelmente, um dos únicos a ter Chet Baker Sings. Vários amigos correram para a minha casa, não por minha causa, mas por Chet, no intuito de gravá-lo em fita cassete (não existiam ainda os CDs graváveis). Minha amiga Tila Leal pediu-me que gravasse para o seu pai. Disse-me ela que, quando começou a ouvir, chorou. Por causa de Chet ficamos amigos. O Zeca passou a vir com frequência a minha casa. Nunca saía sem ter gravado umas três fitas de jazz. Conhecia Frank Sinatra como poucos. Conto essa história em http://bit.ly/1yYZu3y. Era muito amigo de Dick Farney. Fazia o imposto de renda dele. Possuía vários discos de playback com as bases de Nelson Riddle, sem a voz. A cantora Sylvia Telles pegou vários emprestados, e não devolveu. 

Ouça Chet Baker Sings na íntegra.



O Zeca era espirituoso, fazia piada de tudo e aprendi muito com ele. Adorava Dave Brubeck e Oscar Peterson. Passei a ouvir a turma do cool jazz com mais atenção por causa dele. Adorava em Chet, principalmente o trompete sem vibrato. O Zeca “introduziu” Bud Shank, Shelly Manne e Clare Fischer na minha discoteca.

Sempre gostei de cantores de jazz. Em certo momento, de tanto ouvir certos standards, passei a me interessar pelas letras, nem tanto pelo teor e mais para (tentar) cantar junto. “Acompanhava” Ella e Louis Armstrong de cór em canções como Moonlight in Vermont, Cheek to Cheek, Stars Fell on Alabama, Tenderly e muitas outras. Comecei “na unha”: ouvia dezenas de vezes a mesma música com uma caneta e uma folha de papel. Hoje, qualquer letra está disponível na internet. O Zeca era meu consultor para resolver as minhas dúvidas. Disse uma vez: “O melhor jeito de pegar as letras é ouvindo Frank Sinatra. Não existe ninguém com a dicção dele. Facilita muito.” Facilitou mais depois emprestando-me várias publicações importadas com letras de músicas mais conhecidos do cancioneiro americano. Mais tarde, achei um livro chamado Reading Lyrics (Pantheon Books, New York, 2000) com mais de mil letras. O bom é que não se limita aos mais consagrados como Cole Porter e Ira Gershwin.

O disco que Donato não gravou
João Donato morou, em períodos intercalados, nos Estados Unidos. Em 1965, fazia uma temporada com seu trio no clube Trident, em Sausalito, cidadezinha próxima à San Francisco. O “special guest” era Chet Baker. Na matéria publicada em 13/5/2013, na Folha de S.Paulo, sobre a biografia escrita por Ruddick, assinada por Roberto Evangelista, há uma referência sobre um episódio capital na vida do trompetista. Como sempre, estava sempre atrasado. Chegou com um lenço cobrindo a boca toda ensanguentada. Tinha levado uma surra de cinco jovens negros, aparentemente, sem razão. “Fiquei chateado, claro – ver tudo aquilo acontecer com uma pessoa bonita, com quem eu trabalhava todos os dias. Ele não podia tocar da mesma maneira depois disso. Então eu o mandei para a casa e disse, se cuide”, falou Donato. Uma observação: pelo artigo da Folha, o incidente ocorreu em 1965, enquanto mais de uma fonte dá como 1968.

Em consequência da agressão sofrida em 1966, Chet teve que tirar todos os dentes da arcada superior, fato desastroso para um trompetista. Ficou afastado por um período. Chegou a trabalhar de frentista em um posto de gasolina. Quando voltou a tocar, não era mais o mesmo.

Mesmo antes que o vício da heroína o dominasse, os amigos achavam que Baker já gostava de viver perigosamente. Joyce Freeman, ex-mulher do pianista e arranjador de vários discos seus, Russ Freeman, conta que, uma vez saíram com ele em seu Aston Martin. Dirigia bem, mas gostava de se arriscar. Ela lembra dele ter-lhe dito, uma vez, que tinha pavor de heroína. Tinha experimentado e jogado fora. O problema começou quando passou a namorar uma francesa amiga de vários junkies.

O título Let’s Get Lost do documentário de Bruce Weber e da canção de Frank Loesser e Jim McHugh funciona como a perfeita síntese de uma época. Depois de duas guerras mundiais havia desencanto dos que as viveram e esperança dos sobreviventes e de uma juventude que havia nascido durante os conflitos. O florescimento do rock, Bill Haley e Seus Cometas, o bebop, o cool jazz, a aparição de figuras emblemáticas como James Dean e Marlon Brando se incluem nessa transformação. Era uma mistura de inconformismo e ingenuidade. Baker, com sua beleza dúbia, queixo duro de macho e, ao mesmo tempo angelical, e voz delicada, de certa forma, era uma síntese dessa época. Viver no limiar do perigo, como Joyce Freeman exemplifica no jeito de Baker dirigir era a imagem de uma geração.

Veja-o cantando Almost Blue, de Elvis Costello. É uma das grandes músicas do Baker da última fase.



Em 1968, época em que foi “special guest” do brasileiro, era uma sombra do que havia sido. Era um homem destruído, mas algo do mito persistia. Mesmo depois que mudara para a Europa era cultuado por antigos fãs e músicos.

Quando tocavam no Trident, Baker e João combinaram de gravar um disco. Depois da surra que levou, ficou o dito pelo não dito. Resultaria em um bom disco? Não dá para saber. O que teria sido nunca será.

Sobre João Donato, conto uma história legal (duas) em http://bit.ly/13c3RQ6

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Dezembro maldito

Ao contrário do que escreveu T.S. Eliot – “Abril é o mais cruel dos meses” –, dezembro parece mais. Parece que ficamos na expectativa de algo prestes a acontecer: não apenas mortes, mas tragédias naturais, daquelas que parecem vingança dos deuses ou da natureza, como tsunamis, enchentes, cidades devastadas pela água. Em 2001, estava na praia, televisão ligada: Cássia Eller morreu; no 29º dia de dezembro.

E como farsa ou para corroborar nossos maus presentimentos, acontecem coisas. Imagino que deve ocorrer uma espécie de caos coletivo: a impressão é a de que todo mundo fica estressado e meio “desgovernado”. Se o período é de Festas, esse tempo deveria ser o de alegrias, congraçamentos e anseios por paz. Essa “obrigação” pela felicidade pode ter efeito contrário.

Mortes, quanto mais próximas do fim do ano e, se acontecem com pessoas ainda jovens, ficam tingidas de dramatismo maior. Não lembro mais daqueles que morreram no fim de 2010, mas, em 2011, foram registradas muitas; desde a de esportistas como Sócrates (muito jovem ainda), de pessoas ligadas ao teatro como Sérgio Brito (17), Rodolfo Bottino (11); à música, como o saxofonista Sam Rivers (26) e o trombonista e pianista Bob Brookmeyer (16), ambos octogenários; a cantora Cesária Évora (17); o grande desenhista e cartunista Ronald Searle (30), com 92 anos; artistas plásticos como a expressionista abstrata Helen Frankenthaler (27) e o brasileiro Mário Gruber (30); estadistas como Vaclav Hável (também poeta, no dia 18); o ditador da Coreia do Norte Kim Jong-Il; e jornalistas e escritores como o ateísta Christopher Hitchens (15), a alemã Christa Wolf (1), e Daniel Piza, este, dois dias antes que findasse o ano.

Piza e seu Machado, lançado pela Imprensa Oficial
Desses todos, o único que cheguei a conhecer pessoalmente foi o Piza. Fui autor do projeto gráfico de seu livro Machado de Assis – um gênio brasileiro. Imaginava-o arrogante ou qualquer coisa parecida em virtude de, tão jovem, ter coluna fixa em um grande jornal, possuir tanta informação. Pelo contrário; era simples, afável, até demais, e não tinha o mínimo daquela pose de “sabichão”. Uma vez, veio com uma mochila e imaginei que estivesse trazendo livros para escanearmos algumas imagens. Perguntei. Não. Eram apetrechos esportivos para o jogo de futebol, mais tarde.

Uma coisa que me surpreendeu foi a rapidez com que Piza escrevia. Quando fui chamado para elaborar o projeto gráfico, recebi dois capítulos iniciais. Ao mostrá-lo, pela primeira vez, perguntei pelos outros capítulos. Respondeu-me: “Estou escrevendo”. Em um mês, entregara tudo. Pela rapidez com que escrevera, a possibilidade de conterem erros era grande. Foi sugerido que as páginas entregues fossem revistas por dois revisores que conheciam muito bem sobre Machado e sua obra. Piza aceitou tranquilamente, sem crise, sem achaques de superstar. Aceitou também nossas sugestões de imagens, além das que pretendia inserir.

Casualmente, saindo um pouco do foco de Machado, conversamos sobre música e literatura. Disse, com a maior naturalidade, que tinha estudado com George Steiner, sem transparecer alguma superioridade ou sapiência. Lembro que, conversando sobre literatura latinoamericana, recomendou-me Juan José Saer.

Ficou marcado o fato de Piza ter “enforcado” Jesus, quando trabalhou na Folha de S. Paulo. Virou motivo de chacota entre seus pares; alguns passavam perto dele e colocavam a mão no pescoço e outros diziam “não se preocupe, seu pescoço não está na forca”. Por distração, sim, e por proximidade de datas, era factível confundir de Tiradentes com Jesus. E depois, até uma criança de três anos sabe que Cristo morreu na cruz, principalmente, num país tão católico como o nosso.

Quando o livro sobre Machado foi lançado, a revista Veja fez uma matéria sem assinatura descendo a lenha no escritor e não na obra. Golpe baixo. Houve também uma crítica bem negativa de Luis Augusto Fischer em Zero Hora, de Porto Alegre, e outra de Wilson Martins, de O Globo. Todas foram respondidas. A melhor resposta de Piza, bem pessoal, foi dirigida a Martins: alguém que considerava Josué Montello o maior escritor brasileiro e não gostava de João Cabral de Mello Neto não podia ser bom crítico.

O que era uma qualidade, ao mesmo tempo, era um defeito: escrevia muito rápido. E, deveras, Piza deixara passar muita coisa, que também passou pelos revisores editoriais. Tinha ficado surpreso ao ficar sabendo que não havia ninguém ajudando-o, um assistente ou alguém que fosse fazendo um pente-fino à medida que escrevia. Muitos desses erros foram corrigidos na segunda edição e o livro teve boa vendagem.

Os domingos, pelo menos os meus, agora em 2012, serão diferentes. Concordando ou discordando, pulando uma coisa ou outra, sua coluna em O Estado de S. Paulo era uma fonte de informação de qualidade. Não gostava de quando falava mal do governo petista, não por questão partidária. Pulava, assim como me recuso a ler qualquer coisa de Ferreira Gullar falando mal do governo, apesar de admirá-lo quando fala de artes plásticas e literatura. Do mesmo modo, acho um horror petistas falando mal do PSDB.

O que vai ficar marcado em mim, repito, é essa impressão que tive ao conhecê-lo e, acho, que está explicitado em uma entrevista concedida ao português João Pereira Coutinho, em janeiro de 2008. Tomo a liberdade de reproduzir alguns trechos.

1. O conhecimento não é "virtude", no sentido de que não redime ninguém. Mas anima, dá prazer – e principalmente alternativa aos desprazeres. Não vejo valor inerente à ignorância. Vejo valor em não crer que haja sabedoria plena.

2. Acho que é pretensão pura, mesmo. Vontade de ser celebrado em vida e post mortem. Vontade de estar na história. O problema desses escritores não é tentarem ser Mann ou Dostoiévski, é pensarem como Napoleão. Essa vaidade besta é que os impede de ter autocrítica e de ir pouco a pouco escrevendo uma obra gradual e verdadeira, que dá trabalho, muito trabalho... Monteiro Lobato tem uma imagem que adoro: diz que o estilo é como um subproduto das buscas do autor, como o cheiro que surge na fruta madura. Diz mais, diz que isso só acontece perto dos 40 anos na prosa. Pode conferir: todo grande prosador atingiu o auge depois dos 30-35. Por sinal, foi com a minha idade, 38 anos (que completarei em 28 de março), que Proust se enfiou naquele quarto de cortiça para escrever a 'Recherche'. Meu azar é não ser Proust. Minha sorte é saber que não sou.

3. Muita gente pensa que arte é terapia, é confissão, é modo de ocupar os jovens com lazer em vez de deixá-los à mercê do crime. Não: artes e ideias são formas de intensificar a vida, de multiplicar nossas opções, de ir além da vidinha apoiada sobre as muletas emprego & família... Quando olho para meus livros, CDs e DVDs, penso: quanta coisa boa para (re)viver!

Como uma pequena homenagem ao Piza, coloco Almost Blue, de um dos seus preferidos – Elvis Costello –, aqui cantado pelo mestre Chet Baker.