terça-feira, 18 de novembro de 2014

O novíssimo Avonmore, de Bryan Ferry

A capa de Avonmore, de Bryan Ferry
Dentre as críticas e resenhas sobre o álbum Avonmore, lançado ontem, 17 de novembro, a revista Uncut escreve: “Avonmore é um prazer vigoroso… a musa de Ferry está viva e inspirada.”

“Este é o melhor álbum de Bryan Ferry em 30 anos, inquestionavelmente.” – The Quietus.

“Ferry no melhor de sua decadência.” – The Times.

“Uma fórmula ganhadora… sua desconexão romântica e charme crepuscular é inapagável.” – The Guardian

“Ferry ainda soa admiravelmente novo, mesmo com 50 anos de carreira… os oito originais e dois covers emanam classe em tudo.” – The Observer

Avonmore desperta comparações com o clássico Avalon, de Roxy Music… cool e contemporâneo.” – The Sun

Todas são críticas elogiosas. Há um quase consenso em relação à contemporaneidade de um dos fundadores da melhor banda art-rock jamais existente. Aos 69 anos, Bryan continua a surpreender e a compor coisas que merecem ser conhecidas, contrário de tantos outros sexagenários e septuagenários, como Mick Jagger, ainda um bom performer no palco, ou Paul McCartney, outro que continua a fazer grandes shows no alto de seus 72 anos. Que me desculpem os fãs do velho Macca – sou um deles –, mas New, apesar da qualidade de Road e Struggle, está bem longe de suas grandes composições dos anos 1960 e 1970.

Há um estilo, uma “fórmula Bryan Ferry”, sem dúvida, com há um jeito específico de cada um. Isso é fato no sujeito mais medíocre da terra ao mais brilhante. É a marca do indivíduo. Sua voz é inconfundível, a elegância e classe dos arranjos podem nos remeter ao mais antigo Roxy Music ou ao derradeiro e clássico Avalon, mas Bryan não se repete. Apenas burila e se refina. Por alguma mágica, o que produz se transforma em beleza. O que antes era belo, torna-se belo de outra maneira. É o que fica evidente em suas interpretações de standards do cancioneiro americano.

Avonmore traz uma releitura de um dos últimos standards que valem a pena, composta nos anos 1960, que é Send in the Clowns, de Stephen Sondheim. Aliás, Ferry interpretando standards seria bom assunto para um post separado. Ouça.




Veja o vídeo oficial de Loop de Li, a faixa de abertura do álbum.




O bom gosto de Bryan Ferry está na escolha dos músicos que participam de suas gravações. Em Avonmore, os convidados são Johnny Marr, ex-Smiths que, além de tocar, contribui com Soldier of Fortune, Nile Rodgers, produtor e guitarrista, ex-Chic, Marcus Miller, Flea, Ronnie Spector, Mark Knofler e Maceo Parker.

Ouça o álbum na sua totalidade em streaming exclusivo disponível na página de The Guardian (http://bit.ly/11lowQC)