Mostrando postagens com marcador Beatles. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Beatles. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Manifestos Jóia e Qualquer Coisa, de Caetano Veloso

A capa de Qualquer Coisa
Muitos não devem conhecer os manifestos distribuídos à imprensa quando foram lançados os LPs Jóia e Qualquer Coisa, em 1975. Posteriormente, foram publicados em Alegria, Alegria (Wally Salomão, org.) e em O Mundo Não É Chato (Companhia das Letras. Eucanaã Ferraz, org.)


Manifesto jóia

respeito contrito à ideia de inspiração, alegria, saber a calma para ir perder a pressa para estar, inspiração quer dizer: todo esforço em direção a esforço nenhum, nenhum esforço em direção a todo esforço em direção a esforço nenhum, todo esforço em direção a nenhum esforço em direção a todo esforço em direção a nenhum, todo esforço em direção a nenhum esforço em direção a todo esforço em direção a nenhum esforço em direção ao todo.

nenhum círculo vicioso é vicioso a ponto de impossibilitar o verde, o aparecimento do verde, a esperança no aparecimento do verde, escravo livre da insensatez azul e do equilíbrio amarelo.

respeito contrito à ideia de inspiração, jóia. meu carro é vermelho. inspiração quer dizer: estar cuidadosamente entregue ao projeto de uma música posta contra aqueles que falam em termos de década e esquecem o minuto e o milénio.

inspiração: águas de março.
o sexo dos anjos, e não fazemos por menos.


Ouça a primeira faixa – Minha Mulher.




Manifesto qualquer coisa

I nada de novo sob o sol. mas sob o sol.
II evitar qualquer coisa que não seja qualquer coisa.
III cantar muito.
IV soltar os demónios contra o sexo dos anjos.
V a subliteratura. a subliteratura e a superliteratura. e até
mesmo a literatura.
VI por que não?
VII jazz carioca, samba paulista, rock baiano, baião mineiro.
VIII jazz carioca feito por mineiros, samba paulista feito por
baianos, baião mineiro feito por cariocas, rock baiano feito por paulistas.
IX e até mesmo a música, por que não?
X mas sob o sol.
XI a década e a eternidade, o século e o momento, o minuto e a história.
XII exemplos: a obra de jorge mautner. a pessoa de donato. o papo de gil. o significante em maria bethânia. o significado em elis regina. baiano e os novos caetanos etc.
XIII fama e cama. sempre de novo deitar e criar.
XIV salvador dali no fantástico.
XV o show da vida.
XVI bob dylan live.
XVII qualquer coisa é radicalmente contra os radicalismos e, paradoxalmente, considera ridículo tal paradoxo, ridiculamente não vê nenhum paradoxo nisso, decididamente a favor do advérbio de modo.
XVIII a televisão está melhor do que o carnaval, insistir no
carnaval.
XIX e de novo sob o sol. e sempre.


Já que a referência é Beatles, ouça Caetano cantando Eleanor Rigby.

sexta-feira, 11 de março de 2011

O encerramento psicodélico de Across the Univers







Words are flying out like/ endless rain into a paper cup/ They slither while they pass/ They slip away across the universe/ Pools of sorrow waves of joy/ are drifting thorough my open mind/ Possessing and caressing me 


Jai guru deva om/ Nothing's gonna change my world/ Nothing's gonna change my world/ Nothing's gonna change my world/ Nothing's gonna change my world 
















Images of broken light which/ dance before me like a million eyes/ That call me on and on across the universe/ Thoughts meander like a/ restless wind inside a letter box/ they tumble blindly as/ they make their way across the universe 



Jai guru deva om/ Nothing's gonna change my world/ Nothing's gonna change my world/ Nothing's gonna change my world/ Nothing's gonna change my world  



Sounds of laughter shades of life/ are ringing through my open ears/ exciting and inviting me/ Limitless undying love which/ shines around me like a million suns/ It calls me on and on across the universe