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quinta-feira, 3 de agosto de 2017

Um novo Charles Lloyd é sempre garantia de boa audição

Jason Moran, Reuben Rogers e Eric Harland, com o líder Lloyd
A banda se chamar Charles Lloyd New Quartet revela dois sentidos. Como é possível o “new” para uma banda que toca junto há bom tempo? Jason Moran, Reuben Rogers e Eric Harland estão há dez anos com Charles Lloyd. É um septuagenário com a energia de um rapaz. Os três estão próximos do 40. Antigamente seriam senhores de meia idade, considerando a média, e hoje, significa que são “novos”. Bom, devo imaginar então que é “new” por essa razão.

Desde que mudou para o selo Blue Note, “Passin’ Thru” é o terceiro. O primeiro, “Wild Man Dance”, retirado de apresentação ao vivo na Polônia, guardava várias conexões com sua “fase ECM”, e também com o último que saiu por lá. “Athens Concert”, mais um ao vivo, é creditado com o nome do americano com a cantora grega Maria Farantouri. A suite “Wild Man Dance” foi gravada em 2013 no Jazztopad Festival in Wroclaw, Polônia, conta com Sokratis Sinopoulos, na lyra, e Miklos Lucacks  no cimbalom. Nesse gap de dois anos entre o show e o lançamento em disco, Lloyd deve ter recebido o convite do Blue Note Records.

“I Long to See You”, com a formação que ele chamou de The Marvels (os habituais Reuben Rogers e Eric Harland, Bill Frisell na guitarra e Greg Leisz na pedal steel guitar em lugar do pianista Jason Moran), apresenta uma sonoridade bem mais americana e diferente do “som ECM”. Frisell e Leisz parceiros em outras investidas musicais com ligação particular com o universo norte americano, reforçam a opção de Lloyd como determinante da mudança de rota. Alguns temas retêm essa característica de forma bem evidente, como “Shenandoah”.

“La Llorona”, como a citada, é um “traditional”, ou seja, canção folclórica de origem desconhecida, só que do outro lado do muro que o presidente Trump planeja construir. É uma canção que Lloyd gravou mais de uma vez. Digamos que americaniza-se com o uso do pedal steel guitar, tão característico da música folk e country, assim como o banjo. Há mais dois “trads” no repertório de “I Long to See You”. A participação de Willie Nelson, em “Last Night I Had the Strangest Dream”, de Ed McCurdy, e a conhecida “Masters of War”, de Bob Dylan, aprofundam essa característica. Há também outra participante especial: Norah Jones, em “You Are So Beautiful”, contratada do mesmo selo Blue Note.

Passagem
No recém lançado “Passin’ Thru”, com seu New Quartet, o novo e o velho se fundem também na escolha das músicas. “Passin’ Thru”, a música título, teve seu primeiro registro em 1963, quando Lloyd ainda não lançara nenhum LP como líder. Estava preparado, certamente: “Man from Two Worlds”, do baterista Chico Hamilton, todas as composições são dele, com exceção de uma, do guitarrista Gábor Szbór, que irá participar de várias formações das bandas lideradas por Lloyd na década de 1960.

Ouça “Passin’ Thru”.




A outra antiga é “Dream Weaver”, que tinha sido tocada em 1965 em apresentações ao vivo com o quarteto composto por Gábor Szabó, Ron Carter e Pete LaRoca. No ano seguinte, seria o título do álbum em que liderou o quarteto com os então jovens Keith Jarrett, Cecil McBee e Jack DeJohnette. O “novo quarteto” representa a passagem do antigo para o tempo presente. “É um pequeno planeta, e estamos passando por ele em nossa jornada para Um [“journey to One”, no original]. Em cada de vez em quando existem importantes intersecções. Este quarteto com Jason, Reuben e Eric reuniu-se de forma muito orgânica em abril de 2007. Das notas do nosso primeiro concerto, sabia que era uma formação mágica.” Com essas palavras Lloyd define perfeitamente seus encontros com esse fabuloso quarteto e o título “Passin’ Thru” encaixa-se perfeitamente.

Ouça o registro original de “Dream Weaver”, com Keith Jarrett, Cecil McBee e Jack DeJohnette.




Ouça a versão 2017 de “Dream Weaver”.




Os dois temas estão entre os meus muitos filhos, como afirma: “Eles deixaram a casa e voltaram. Eu deixei a minha casa e voltei. Quando nos visitamos, vemos que temos muitas histórias para contar. Assim como amadureceram, eu também.  Quando eu saio agora, trago muitos anos de experiência que não tinha quando era um jovem idealista.”

Quando Lloyd começava, John Coltrane encontrava-se no auge. O envolvimento com Alice Coltrane resultou em transformações na sua música, espiritualizada, intensa e transcendente. Percebe-se desde o início a influência dele nas composições de Lloyd. Em seu retorno, depois de um tempo afastado, quando flertou com a explosão do pop/rock dos anos 1960, que o levou a tocar com os Beach Boys, não mudou o foco da sua música.

Voltou ao mundo do jazz tocando com Michel Petruccianni, em 1982. Essa parceria está registrada no álbum “Monterux ’92”. Quando iniciou sua parceria, em 1989, com a ECM, sua carreira pulou para um novo patamar: era o jovem idealista, com anos de experiência, como está afirmado dois parágrafos antes. Nunca deixou de tocar suas composições da década de 1960. São novas leituras, densas, tensas, meditativas, abertas às sonoridades do continente africano e asiático

O velho “new” quartet é assim definido por ele: "Quando nos reunimos como uma unidade, achamos que a música e o amor só cresceram mais profundamente. O vínculo de nossas experiências compartilhadas dentro e fora do palco informa e expande a música. Um período de dez anos cobre um monte de território, mas no período do Universo, é um mero nanosegundo ".

Pelas suas afirmações é possível se perceber um viés místico, como essa do “nanossegundo”, da nossa insignificância frente ao universo. É isso que permeia pela sua música o tempo todo e é o seu diferencial e a beleza suprema na audição de Charles Lloyd. “Passin’ Thru” não é o seu melhor disco – ainda prefiro os da fase ECM –, mas é essencial para entender sua passagem pela Terra a nos brindar com sua música. Recebeu 4 estrelas na Downbeat, e é o que daria também.

A melhor canção, além das citadas, é a última – “ Shiva Prayer” –, composta em memória de Judith McBean. Mais uma vez, uma afirmação dele que corrrobora esse seu lado místico: “uma oração e meditação para ela”.



terça-feira, 30 de junho de 2015

Downbeat anuncia os melhores discos do ano 2014-2015

Bem entendido: os melhores da revista Downbeat são escolhidos por críticos de vários países e correspondem ao que acontece e é lançado de março, mais ou menos, presumo, até o março seguinte. Assim, alguns álbuns recentíssimos entram na lista com outros que saíram no ano passado.

A opinião da crítica nem sempre corresponde com a dos leitores. Imagina-se que os primeiros são mais “cultos” que a segunda turma. Estou neste grupo, portanto, menos informado, mas curioso. No texto de hoje, listo apenas os que foram considerados os 10 melhores álbuns do ano e alguns comentários..

Aos 10:
1.  Rudresh Mahantappa, Bird Calls (ACT)
2.  Steve Lehman Octet, Mis en abîme (PI)
3.  Jason Moran, All Rise: A Joyful Elegy for Fats Waller (Blue Note)
4.  Wadada Leo Smith, The Great Lakes Suites (TUM)
5.  Chick Corea Trio, Trilogy (Stretch/Concord)
6.  Kenny Barron/Dave Holland, The Art of Conversation (Impulse)
7.  Vijay Iyer, Break Stuff (ECM)
8.  José James, Yesterday I Had the Blues: The Music of Billie Holiday (Blue Note)
9.  Brian Blade & The Fellowship Band, Landmarks (Blue Note)
10. Fred Hersch Trio, Floating (Palmetto)


A curiosidade – ou coincidência – é que Rudresh Mahantappa e Steve Lehman tocam saxofone alto. A música deles é sem concessões. Não é tão avant garde quanto Cecil Taylor, mas não é o tipo de som que vai agradar alguém que não está tão acostumado a ouvir música instrumental de improviso. O mesmo ocorre com as últimas incursões de Wadada Leo Smith. Com uma produção intensa, o trompetista anda compondo temas longos que podem ser consideradas “suites”. Esta última é até menos ambiciosa do que The Freedom Summers, composta de quatro CDs.

Ouça Lake Superior, de Leo Smith.




Ouça Segregated and Sequential, do octeto de Lehman.O vibrafone de Chris Dingman e alto de Steve nos lembra Eric Dolphy. A formação da banda, no entanto é diferente e conta com mais membros.



Entre os três, em terceiro na votação, está Jason Moran, considerado um músico também associado ao que designam genericamente como post-bop. Excelente compositor, não privilegia tanto composições próprias como os outros. É considerado um dos melhores pianistas da atualidade. Foi considerado “artista do ano” em 2011, e Ten foi eleito o melhor lançamento. Este All Rise é um tributo, e um complemento a um projeto em que está envolvido, ao grande Fats Waller. Como se percebe pelo título, Moran privilegia a alegria. Assim, a música é mais “fácil”. Não toca apenas o piano. Em várias faixas pilota um Fender Rhodes e também conta com vários cantores. E, para confirmar que o mundo é pequeno, Lehman é o saxofonista alto em All Rise.

Veja um pequeno trecho, em Montreal, relacionado ao Jason Moran's Fats Waller Dance Party.




O quinto lugar, para a nossa felicidade, ou seja, a de nós, menos “eruditos”, foi concedido a Trilogy, de Chick Corea. Com tanta coisa sendo lançada nos últimos anos deste pianista, ainda não ouvi este álbum. Aliás é o único que não conheço dos dez. Mesmo assim, acho que deve ser bom. Pelo que leio agora, toca com Christian McBride e Brian Blade, o que já é uma recomendação.

É deste baterista o álbum que ficou em nono lugar. A primeira vez em que me chamou a atenção foi em um show em DVD de Joni Mitchell. Fiquei fascinado com a sutileza do seu modo de tocar um instrumento em que, normalmente, privilegiam a força bruta e o barulho. Quando conheci seu primeiro solo – Brian Blade Fellowship (Blue Note, 1998) – fiquei mais impressionado ainda. A sua música é sofisticada e densa, rica em matizes sonoros. Um dos responsáveis por esse colorido é o pianista Jon Cowherd, muito bom. Blade nunca excede no volume. Deve ser a bateria mais tonal do planeta.

Ouça Friends Call Her Dot, de Landmarks.




Vijay Iyer é o pianista da vez. É o “artista do ano” de 2015 pela Downbeat. Merecido. Grande músico, é um dos xodós da crítica. Tem grandes discos no currículo: Raw Material, duo com Rudresh Manhatappa, Historicity (ACT, 2009), Solo (ACT, 2010), Accelerando (ACT, 2012), considerado por muitos críticos o melhor naquele ano, e os mais recentes Mutations, o primeiro na ECM, e Break Stuff, o mais recente, que ficou em sétimo.

Assista ao vídeo promocional da ECM.




Kenny Barron é um dos melhores pianistas atuais. Sem o protagonismo de Keith Jarrett e nem tão associado à avant garde como Jason Moran e Vijay Iyer, inscreve-se na história dentro da tradição que nos legou Hank Jones, Wynton Kelly, Ray Bryant e Hank Jones. O que não o torna tão incensado é o fato de preferir executar composições próprias e menos batidos standards.

Mesmo daqui a 50 anos, Dave Holland vai estar entre os dez grandes baixistas da história. É também grande compositor. Inglês, portanto, um pouco fora do circuito principal, tocou com Miles Davis, na mesma época de outro conterrâneo: John McLaughlin. Fora da banda elétrica de Miles, construiu sólida carreira com ótimos álbuns pela gravadora ECM.

Pois Barron e Holland se juntaram para fazer um dos grandes discos do ano: The Art of Conversation. Os dois juntam talento, elegância e beleza. A harmonia entre eles é algo especial. Na minha lista, estaria entre os três melhores do ano.

Veja uma apresentação deles no La Villette.




O álbum que ficou em oitavo, ficaria facilmente dentre os meus três melhores. José James é o melhor cantor da atualidade. Mais uma vez, a crítica não acha o mesmo. O primeiro foi, de novo, Gregory Porter (sobre ele, leia http://bit.ly/UjCi2R). Yesterday I Had the Blues é o melhor álbum lançado em homenagem aos 50 da morte de Lady Day. Sobre ele leia: http://bit.ly/1NHLW4i, http://bit.ly/1DkXQRS e http://bit.ly/1Are1GR.

Quer a prova? Ouça Body and Soul com ele.



Ouça Strange Fruit. Genial.




Ouça também Tenderly.




Bom, não posso deixar de falar do décimo. Fred Hersch é um sobrevivente. Literalmente. Portador do vírus HIV, em 2008, ficou dois meses em coma, e sobreviveu. Mesmo acometido pela doença, nunca parou de tocar. É um tanto impressionante ver aquela criatura frágil aproximar-se do piano. Fui espectador por uma vez. Mas quando senta-se e toca as primeiras notas, agiganta-se. É um dos bons acompanhantes de cantores da atualidade; e é craques no formato trio. A enfermidade é um detalhe na sua vida. Gravou quase uma centena de discos. Floating, que ficou em 10º, é o mais recente.


Ouça You and the Night and the Music.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

A lista dos melhores da Downbeat, segundo a crítica, e considerações mais que pessoais sobre ela

A mania de listas dos melhores ou dos preferidos há muito existe – desde que a Humanidade é Humanidade, talvez; quando Nick Hornby lançou Alta Fidelidade, muito se falou – isso dentre os que leram, decerto – da personagem que fazia lista de tudo: músicas preferidas, poll de ex-namoradas, por exemplo. Listas de melhores do ano são a coisa mais comum, e vende. Quem não gosta?

A conhecida revista Downbeat faz duas por ano: a dos leitores é divulgada na revista de dezembro, e a dos críticos, em agosto. Pois, é dela que comento a seguir.

O tricoroado Jason Moran
O “campeão” do ano é o pianista Jason Moran. É a “bola da vez”. Além de ter o álbum Ten (Blue Note, 2010) como melhor do ano, foi considerado o “artista do ano” e o “melhor pianista”, à frente de Keith Jarrett, Brad Mehldau, Fred Hersch, Hank Jones e Kenny Barron, respectivamente. Dos cinco, quatro dos meus preferidos, estão citados. Como diz o ditado popular – “gosto não se discute, apenas se lamenta” – prefiro-os a Moran. Isso não significa absolutamente nada, se considerarmos que os críticos devem conhecer mais música do que eu, pois esta é a profissão deles.

Mesmo assim, entre os discos que conheço de Moran, acho Ten o melhor. Imagino que deve ter pesado, pelo menos diante da crítica, o ecletismo desse pianista de apenas 36 anos: seus interesses não se restringem apenas ao jazz; não faz o gênero “jazz bom é jazz acústico”; toca instrumentos elétricos – às vezes inserindo sons bem estranhos e que não combinam, na minha opinião –, grava compositores relacionados à música erudita, como Conlon Nancarrow (Study nº 6, em Ten), absorve influências do hiphop, compõe para espetáculos de dança e, recentemente, desenvolveu com a cantora-compositora Ndegcocello (nascido Michelle Lynn Johnson) uma performance musical baseada em temas de Fats Waller (Moran toca piano e Fender Rhodes usando uma máscara feita em papier mâché). 

Ten foi considerado o melhor do ano
Com seus parceiros Bandwagon (Tarus Mateen no baixo e Nasheet Waits na bateria), o som produzido é vigoroso. Apesar de, naturalmente, o piano se destacar, o baixo e a bateria não são meros coadjuvantes. É um som coeso de uma formação que tem alguns anos e diferencia-se por fugir dos moldes mais tradicionais de “cada um tem seu momento solo”. As interpretações de Moran são angulosas, com o piano caminhando por linhas sinuosas e acordes poderosos. Uma característica que sobressai, principalmente como membro da banda do saxofonista e flautista Charles Lloyd, é seu lado lírico. Em Ten, essa faceta é evidenciada na composição Pas de deux - Line Ballet, lindíssima, e uma demonstração de seu talento. É natural que nos discos em que é o líder procure imprimir uma marca. É onde “meu gosto” não bate bem com o tipo de som que produz, mesmo considerando-o grande pianista. O que me incomoda é um certo “excesso de piano”; acho um tanto sufocante. Silêncios e pausas dão contraste e respiro, e é isso que sinto falta quando ele toca como líder.

Ouça Jason Moran interpretando Thelonious Monk (Crepuscule with Nellie). O estilo sincopado de Monk é replicado em mudanças de andamento abruptas e poucos silêncios.


Não quero, de modo nenhum, fazer uma crítica em relação aos álbuns escolhidos, mas somente fazer algumas observações. Boa parte dos discos nomeados, não os conheço. Procuro ouvir o que me atrai e posso apenas dizer alguma coisa sobre estes. Consequentemente, é um juízo bem pessoal. 
O que ficou em segundo é Bird Songs, de Joe Lovano e sua banda Us Five. Conheço o primeiro CD gravado com essa formação e posso dizer que, como de costume, esse prolífico saxofonista mantém um alto nível. 

O terceiro é Chamber Music Society, por coincidência, da baixista do Us Five, Esperanza Spalding. Na minha opinião – mais uma vez, aquela questão do “gosto” –, não consigo entender a supervalorização da crítica em relação a essa excelente baixista e cantora “mais ou menos” – opinião pessoal, ressalto. Nunca colocaria esse álbum e muito menos o anterior – Esperanza (2008) – entre os “dez mais”. Como disse, é uma bela baixista, e nem porque grava nosso glorioso Milton Nascimento (os brasileiros têm motivos de sobra para achá-la genial: além de Milton, canta Samba em Prelúdio, imortalizada pela atriz-cantora Odette Lara e composta por Vinícius de Moraes e Baden Powell, num português perfeito), considero-a uma boa cantora mas, boa baixista, é. Sua figura, com aquele cabelão “à la Angela Davis”, a faz uma figura carismática, sem dúvida. Apesar desses poréns, acho que Esperanza está fadada a ter um futuro brilhante.

Ouça Esperanza Spalding cantando Samba em Prelúdio.


Outros entre os “dez mais” da revista Downbeat que conheço são Jasmine, belo duo de Keith Jarrett e Charlie Haden (sobre esse CD, leia em http://bit.ly/nuooCB), e Highway Rider (Nonesuch, 2010), de Brad Mehldau. Sou fã desse pianista desde o primeiro CD que ouvi (Introducing Brad Mehldau, WB 1995), mas não acho que o classificado como sétimo melhor do ano esteja entre seus melhores.

Além dos dez melhores, estão listados em tipos menores e sem descrição, mais onze CDs. Para constar, Solo, de Vijay Iyer (Act 2010), ficou em 18º. Falei dele em http://bit.ly/qTI1Ia. Na minha opinião, esse CD é tão bom quanto Ten, de Jason Moran; merecia estar entre os dez.

A lista
1. Jason Moran, Ten
2. Joe Lovano Us Five, Bird Songs
3. Esperanza Saplding, Chamber Music Society
4. Rudresh Mahanthappa & Bunky Green, Apex
5. Keith Jarrett, Charlie Haden, Jasmine
6. James Moody, Moody 4B
7. Brad Mehldau, Highway Rider
8. Mary Halvorson Quintet, Saturn Sings
9. William Parker, I Plan to Stay a Believer: The Inside Songs of Curtis Mayfield
10. Danilo Perez, Providence