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| “All of Me” vira reggae, com Nnenna Freelon |
Mais de um século depois, muitos dos standards que ouvimos e admiramos até hoje, são pouco mais novos que “Alexander’s Ragtime Band”. Aliás, Berlin é responsável por uma penca desses clássicos. Apenas para citar, são dele “Let’s Face the Music and Dance”, All By Myself”, “How Deep Is the Ocean”, “Puttin’ on the Ritz”, “Lazy”; “Isn’t This a Lovely Day”, Always”, “Remember”, “Change Partners” e “Cheek to Cheek”. E isso não representa nem 10% do que compôs. É um dos “great american composers”, no qual incluem-se Cole Porter, Richard Rodgers, George Gershwin e Duke Ellington. Outros, com menos clássicos no portfólio, como Burt Bacharach, Henry Mancini, Stephen Sondheim, não podem deixar de ser citados. Alguns são autores de um sucesso só e basta. Acho que é o caso de Gerald Marks e Seymour Simons, autores da belíssima “All of Me”, gravada pela primeira vez em 1939. Quem não conhece?
É tão popular que até mereceu uma versão em português, de autoria de Haroldo Barbosa, conhecida como “Disse Alguém”. Quem ouviu “Brasil” (WEA, 1981), álbum que reuniu Caetano Veloso, Gilberto Gil e João Gilberto, conhece.
Melodia simples e letra banal, foi cantada por todo mundo, incluindo Billie Holiday, Dinah Washington, Ella Fitzgerald, Sarah Vaughan, Frank Sinatra, e até por Eric Clapton e Paul McCartney. Simplesmente, não há um grande intérprete que não a tenha cantado ou tocado.
Pressupondo que o mundo a conhece, vale a pena conhecer interpretações diferentes, como a com o balanço irresistível de João Donato.
E, por que não em ritmo de reggae, com Nenna Freelon? Não é, Xico Guedes
Ouça a versão em português com João Gilberto, Caetano Veloso e Gilberto Gil. Trio genial.
Uma versão clássica é a de Dinah Washington. Esta é de uma apresentação no Festival de Newport, em 1958.
