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| Jacobina e Mautner, muito jovens |
Por onde Jorge ia, lá estava Jacobina, sempre calado, com seu violão. Foram parceiros musicais, sempre, com alguns episódios de “infidelidade” – com Caetano Veloso, Gilberto Gil e mais alguns – do profeta do “Kaos”.
Pela internet, fico sabendo que Nelson Jacobina morreu às 6h45 da quinta-feira, no último dia de maio de 2012. Lutava contra um câncer havia 15 anos, que no processo de metástase lhe atingira o pulmão há cerca de dois anos. Não sabia; nem que estava tocando com a Orquestra Imperial. Provavelmente, a música mais conhecida composta por Jacobina e Mautner seja Maracatu Atômico, nas interpretações de Gilberto Gil e a de Chico Science e Nação Zumbi. Mas não existe coisa mais bela que Lágrimas Negras. Cantada por Gal Costa, é um daqueles clássicos definitivos. Essa canção está em Cantar, um dos melhores discos da carreira da brilhante Maria das Graças.
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Mautner canta, Jacobina acompanha: Lágrimas Negras
Ouça a música com Nina Becker, lançada em Vermelho (2009), a contraparte de Azul, que saiu simultaneamente.
A letra de Jorge Mautner é pura poesia e rica em imagens.
Na frente do cortejo/ O meu beijo/ Forte como o aço/ Meu abraço/ São poços de petróleo/ A luz negra dos teus olhos/ Lágrimas negras saem, caem, doem/ Lágrimas negras saem,caem, doem/ Por entre flores e estrelas/ Você usa uma delas como brinco/ Pendurado na orelha/ Astronauta da saudade/ Com a boca toda vermelha/ Lágrimas negras saem, caem, doem/ São como pedras de moinho que moem/ Roem, moem/ E você, baby/ Vai, vem,vai/ E você baby/ Vem, vai, vem/ Belezas são coisas acesas por dentro/ Tristezas são belezas apagadas/ Pelo sofrimento/ Belezas são coisas acesas por dentro/ Tristezas são belezas apagadas/ Pelo sofrimento/ Lágrimas negras saem, caem, doem/Lágrimas negras saem, caem, doem.

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