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| Judith Berkson pelas lentes de Luca D’Agostino |
Os ouvidos acostumados a escutar clássicos de Porter, Gershwin, Rodgers & Hart & Cia. aceitam aliterações e variações sobre temas tão repetidos por milhares de intérpretes, mas essa de Berkson é estranha, muito estranha. Aliás, o álbum foge de qualquer lugar comum. Em sua originalidade, pode-se especular se ser original implica qualidade; não necessariamente, suponho. Berkson, no entanto, chamou atenção de Manfred Eicher. É mais uma cantora “estranha” que o alemão produz, além de Susanne Abbuehl, Meredith Monk, a alemã de origem iraniana Cymin Samawatie, Karin Krog e Sidsel Endresen. Dessas, Krog deve ser a mais conhecida.
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| Bela capa a de Oylam |
É, meus ouvidos não se acostumaram à forma que interpreta standards, se bem que tenham achado seu All of You (Cole Porter) bem interessante. Não faço exatamente o tipo conservador, contra as “diferenças”. Faço distinções do “diferente” e não me furto a ouvi-los. Ser diferente é uma forma de se destacar, naturalmente. Um sujeito com as barbas pintadas de verde chama a atenção, não? É um pouco o caso de Berkson. Não é uma grande tecladista, mas varia entre o piano e o órgão Hammond, passando pelo Wurlitzer e o Fender Rhodes, tentando criar sons especiais. Não é uma vocalista no sentido em que eram Sarah Vaughan e Carmen McRae. Como seus dotes não são tão especiais, busca uma outra qualidade. Berkson tem uma tendência – que não é nem um pouco original – de compor os vocais e acompanhá-la nos teclados com a mesma linha melódica.
Bom, parece que Judith Berkson não tem nada a apresentar. Não é isso exatamente. Está certo que Manfred Eicher deve ter visto mais qualidades do que eu vi nessa performer. Nesse caminho de ser diferente, no entanto, às vezes, surpreende, e bem. Seu Der Leiermann, de Schubert (leia e ouça este lied em http://bit.ly/mAuoiX), em que se acompanha no piano elétrico não compromete a reputação de Franz Schubert. Ouça Ahavas Oylam. Que beleza!
Bom, parece que Judith Berkson não tem nada a apresentar. Não é isso exatamente. Está certo que Manfred Eicher deve ter visto mais qualidades do que eu vi nessa performer. Nesse caminho de ser diferente, no entanto, às vezes, surpreende, e bem. Seu Der Leiermann, de Schubert (leia e ouça este lied em http://bit.ly/mAuoiX), em que se acompanha no piano elétrico não compromete a reputação de Franz Schubert. Ouça Ahavas Oylam. Que beleza!
A versão do disco é muito melhor do que a disponível no youtbe. Mas, por curiosidade, veja.




