![]() |
| Semenova, a gigante de 2,13 m. |
Aconteceu há quarenta anos. Em 1971, o Brasil sediou o 6º Campeonato Mundial de Basquete Feminino. Acho que foi a primeira transmissão ao vivo de jogos de basquete feminino no país. Um dos participantes era o Japão, que acabou ficando em 5º. O Brasil, com um time, cujos destaques eram Norminha, Marlene, Heleninha e Nilza, conseguiu o terceiro lugar, e a União Soviética da desengonçada gigante de 2,13 m, Uliana Semenova, imbatível, foi a campeã.
Como bom descendente de japoneses, meu primo, dois irmãos e amigos foram assistir ao embate entre Brasil e Japão, na fase final, que aconteceu no Ginásio do Ibirapuera, São Paulo. Eu, não tão fanático, nem lembro de ter visto o jogo, mas, provavelmente, a colônia em peso estava como os olhos fixos nos televisores a torcer pela seleção japonesa.
Meu primo nem tinha completado 15 anos na época, mas já fumava, claro que, escondido do meu tio. Ele era tão rígido com os filhos que, mesmo mais velhos, nunca fumaram na frente dele. Era medo, mas também, respeito, bem da educação japonesa, rígida.
O que era pouco provável aconteceu. Filmaram-nos vendo o jogo. Um deles era esse meu primo, com um cigarro na mão. Chegando em casa, meu tio, partidário que era adepto dos safanões como forma de educar, foi direto nele com a mão levantada quando chegaram de volta. Nem deu para desconfiar por que, só depois dos tabefes, e, muito menos, argumentar. Soube depois que aparecera na televisão com um cigarro na mão a torcer pela seleção japonesa.
