terça-feira, 7 de maio de 2013

The Messenger, o primeiro solo de Johnny Marr

Marr em foto de divulgação da Warner
Segundo Michael Hann, de The Observer, corre-se o risco da indulgência ao se criticar o álbum solo de Johnny Marr. Com razão. Quem não esperava por esse disco? Órfãos de uma das grandes bandas da década de 1980, o The Smiths, tiveram de esperar 25 anos por este momento. Evidente a expectativa.

Enquanto Morrissey partia para a carreira solo, Marr virou sideman de luxo. Tocou com os Talking Heads, Pretenders, Pet Shop Boys, Billy Bragg, Beck e participou das bandas Modest Mouse, The Healers, The Electronic (com o “new order” Peter Hook) e The Cribs. Foi morar em Portland, Oregon. A decisão de realizar o álbum coincidiu com a volta à Manchester natal. Bem simbólico, não?
À parte a indulgência, natural que os fãs dos tempos dos Smiths queiram ouvir a guitarra que foi a alma da banda. A grande qualidade era a perfeita harmonia das letras torturadas, a voz de Morrissey e o som especial de Marr, discreto, presente em cada acorde de canções como Money Changes Everything (leia: http://bit.ly/15haSPA), Hand in Glove, How Soon Is Now? e This Charming Man. E quem ouvir The Messenger não ficará decepcionado. O passado se foi e não existe a mínima possibilidade de uma reunião dos Smiths (é o que Marr afirma). Sem letras de Morrissey, a voz é de Johnny. Mas seus admiradores querem mesmo é ouvir os sons de sua guitarra. Gary Mulholland, da Uncut, na crítica em que dá nota 7, escreve acertadamente que Marr continua sendo “um dos melhores barulhos [noise] da Terra.”


Veja o vídeo de The Messenger.



New Town Velocity.



European Me.




Say Demesne.




Upstarts.


 

Lockdown.




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