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| Grande capa de Cesar Vilela para a estreia de Norma |
A atuação dramática está muito ligada à música. São os casos das óperas. Eles cantam e interpretam. Nos musicais da Broadway, mesma coisa. O cinema herdou essa forma. Os maiores dançarinos da história cantavam. Gene Kelly não era lá muito bom, mas Fred Astaire, de voz pequena, era um grande intérprete. Parece que Cole Porter disse uma vez que compunha pensando na em Fred. O contrário também existe: antes cantores, foram trabalhar no cinema. Melhor exemplo: Frank Sinatra.
Várias beldades de Hollywood aparecem cantando em filmes. Mas várias eram dubladas. A atriz Doris Day era uma tremenda cantora, Marilyn Monroe, menos, bem menos. Mas quem resistiria ao charme dela cantando Diamonds Are a Girl’s Best Friend? Seu parceiro em Adorável Pecadora, e seu amante Yves Montand, entretanto, além de grande ator, cantava muito bem.
Marilyn gravou standards como I’m Thru with Love, Do It Again e When I Fall in Love, mas era bem fraquinha. A grande estrela, que fazia o gênero sexy também, mas em outro continente, atacou de cantora e era bem melhor que a americana. Brigitte Bardot levava jeito.
BB canta Invitango.
Atrizes cantoras brasileiras
Sim, mas no Brasil tivemos atrizes que cantavam, e bem. Norma Bengell começou como vedete de teatro de revista e, em 1959, mesmo ano em que estreou como atriz de cinema em O Homem de Sputinik, lançou OOOOOH! Norma. Era a nossa versão Brigitte Bardot: linda e gostosa… ooh! e cantava, e bem. Falou mais alto o talento dramático. Assim mesmo, voltou a gravar. A voz ficara um pouco mais pesada, mas ficou interessante.
No disco lançado pela Odeon, Norma canta músicas como Eu Sei Que Vou Te Amar, da emergente bossa nova e alguns clássicos americanos como Fever, This Can’t Be Love, That Old Black Magic e On the Sunny Side of the Street, além da cubana Drume Negrita, e para lembrar Bardot, C’est si bon.
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| A deusa Odette Lara |
Ouça Canção em Modo Menor.
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Vinicius e Odette Lara, anterior a Contrastes. É composto apenas de composições de Vinicius e Baden Powell e os arranjos são de Moacir Santos. Com um time desses, impossível seria que o disco fosse ruim, não?
Ouça uma das belas composições de Baden e Vinicius: Samba em Prelúdio.


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