terça-feira, 15 de outubro de 2013

Novo McCartney vaza na internet antes de ser lançado

A capa. Parece Dan Flavin, mas não é.
A dupla Jagger-Richards e Paul McCartney mantêm um vigor físico invejável. Mas, diferentemente de Mick e Keith, Paul permanece com um vigor criativo invejável aos 71 anos. Em vez de ficar tocando as mesmas músicas pela enésima vez em apresentações pirotécnicas, o antigo Beatle entra em estúdio para gravar novas composições. Paul, em entrevista de pré-lançamento do novo álbum, afirmou que quando compõe não fica pensando em fazer um novo Eleanor Rigby. Bem diferente do que os Rolling Stones, que querem apenas entreter velhos e novos fãs com as mesmas músicas,

Quando lançou Kisses on the Bottom, com canções antigas, parecia que tinha resolvido pendurar as chuteiras. O que mantém alguém jovem é o novo. Sintomaticamente, seu novo CD chama-se New. A música título é uma das que nos fazem lembrar do antigo Paul dos Beatles e dos Wings. Quase todo o resto representa o novo, com uma qualidade invejável.

A capa de New

Paul ficou conceitual? Em um primeiro olhar, percebemos que são três colunas de lâmpadas fluorescentes coloridas. A primeira são três lâmpadas verticais, da mesma cor da ultima coluna. A do meio é púrpura, ou violeta, se assim você as vê. Em outra reprodução que circulou na internet as lâmpadas são vermelhas e amarelas. Tanto faz. A versão arroxeada é mais interessante.

New é composta de três letras. Poderíamos associar a segunda e terceira colunas pelas letras “E” e “W”. Bom, isso importa? Quando vi pela primeira vez, cravei que era um trabalho do artista minimalista Dan Flavin. Não era. Seu autor se chama Ben Id. Seu nome, sem dúvida, é minimalista. Ele disse que se baseou em Dan Flavin, mesmo. Se não dissesse isso, acusariam-no de plagiador. Mas agora existe outra palavra para plágio: “apropriação”, sample, etc.

Veja Paul interpretando New, antes do lançamento do álbum, em Jimmy Kimmel Live.



Nada mais se esconde mesmo. Hoje (quando escrevo), 10 de outubro, o álbum já “vazou” na internet. Nesse mesmo dia, pela manhã, Paul tuítou “Venham para a Times Square, tudo vai acontecer lá!”. Feito. Fez um showzinho rápido de dentro de um caminhão. O CD mesmo tem lançamento marcado para o dia 14 de outubro.

Mark Ronson, um dos produtores do disco, disse à revista Rolling Stone que Paul estava em busca de uma batida forte, como a “feita nos trabalhos de rappers e até da banda curitibana Bonde do Rolê.” Não chega a tanto, mas Save Us e Everybody Out There (oitava) são demonstrativos da sua energia.

Ouça Save Us é a que abre o disco.

Nota: todas as músicas postadas no DivShare podem ser “puxadas”. Basta clicar em “share” e depois, em “download”.


Ouça Everyboy Out There.


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Paul ainda é capaz de compor grandes canções. Ouça Road.


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Na edição de luxo foram acrescentadas Turned Out, Get Me out of Here e Struggle. Esta última é uma balada belíssima, como só Paul sabe fazer e sentir.

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