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| A música de Pat muda, o cabelo continua igual |
No encarte do primeiro álbum, de 2010, conta que quando passava férias na casa dos avós, em Manitowoc, Wisconsin, divertia-se com seus primos brincando com a coleção de cerca de 50 “piano rolls” que o avô Delmar Bjorn Hansen possuia. Para quem não conhece, no início do século XX tornou-se moda um piano preparado para tocar peças musicais sem a necessidade de um instrumentista. As músicas eram gravadas em rolos de papel perfurado. Há registros de gravações de George Gershwin, Maurice Ravel, Claude Debussy, Prokofiev, Jelly Roll Morton e de muitos outros nesse tipo de mídia. As perfurações em rolos ou fitas, no fundo, são precursores das fitas magnéticas e discos rígidos dos nossos atuais computadores. O “cérebro” das antigas máquinas de calcular eram fitas perfuradas. Todas as operações matemáticas eram programadas nelas.
Como é complicado explicar o que são esses pianos, veja um em funcionamento. A música é Swanee, de George Gershwin.
Metheny sempre teve gosto pelas experiências, não só musicais. A fim de explorar novas sonoridades encomendou um violão para a luthier Linda Manzer com 42 cordas. Veja-o tocando no Pikasso (é o nome do modelo).
Nas liner notes do álbum Orchestrion fala sobre o projeto:
“‘Orchestrionics’ é o termo que estou usando para descrever o método de desenvolvimento de uma música orientada à orquestração usando instrumentos musicais acústicos e eletro-acústicos que são mecanicamente controlados por uma variedade de meios usando solenóides e ar comprimido [pneumatics]. Com uma guitarra, caneta ou teclado eu sou capaz de criar um detalhado ambiente composicional ou, espontaneamente, improvisar com as peças sobre esta gravação em particular, mais inclinada para o lado da composição do espectro [leaning toward the compositional side of the spectrum]. Pat afirma que “o projeto é resultado de um sonho longamente acalentado que remonta a minha juventude.”
Obs: nas chaves deixei as partes em inglês que tive dificuldades em traduzir.
São dois os discos do projeto. O primeiro, Orchestrion, foi lançado em 2010, e agora em 2013, Orchestrion Project. Como tem dito, não deixará de atuar e gravar nos formatos tradicionais (solo, duetos, trios, quartetos, quintetos etc.). Na apresentação que fará no Brasil no BMW Jazz Festival, virá com a Unity Band. Não sei se os músicos que virão serão os mesmos do álbum (Chris Potter no sax, Ben Williams no baixo e Antonio Sánchez na bateria). Se for, o espetáculo está garantido. Veja o restante da programação do BMW em http://abr.ai/110mIqu.
Pat fala do projeto Orchestrion.
A engenhoca em funcionamento. Veja.
Veja Pat executando um trecho de Improvisation #2, que está no último Orchestrion Project.
A engenhoca em funcionamento. Veja.
Veja Pat executando um trecho de Improvisation #2, que está no último Orchestrion Project.

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