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| Towner, McCandless, Moore e Walcott (na tabla) |
Glen Moore é natural de Portland. Ele e Ralph Towner, natural de Chehalis, Washington, se conheciam desde o início dos anos 1960, quando cursaram a Universidade do Oregon. Anos depois, quando ambos estavam morando em Nova York, conheceram Collin Walcott. Os três foram tocar na Paul Winter’s Consort. A banda fez uma excursão que passou por 50 cidades dos EUA. Paul McCandless, oboísta formado pela Manhattan School of Music, também estava na banda de Winter. Os quatro tinham o costume de fazer jam sessions particulares nos quartos de hotéis em que se hospedavam. Essas sessões de improviso resultaram na ideia de montar uma banda. Na hora de escolherem um nome para a banda, McCandless sugeriu que se chamassem Oregon. Justamente ele, natural de Indiana, Pensilvânia, do outro extremo do país, achou que era um bom nome em razão das lembranças que Towner e Moore narravam da época em que estudaram em Portland.
Tendo iniciado a carreira como saxofonista de jazz, seu envolvimento com as questões ambientais, com o direito dos animais e o pacifismo, fizeram com que Paul Winter almejasse criar uma forma musical que refletisse suas ideias. O músico criou a Paul Winter Consort. O nome era bem apropriado. Na sonoridade que procurava, a combinação de instrumentos de sopro, cordas e percussão, resultaria em algo bem diferente de tudo, abarcando elementos da música erudita, do jazz e das músicas oriental e étnica.
Como Ralph Towner, Glen Moore, Paul McCandless e Collin Walcott calharam de estarem na banda ao mesmo tempo, natural que o som do Oregon tivesse algo a ver com a de Winter. Mas os caminhos das duas bandas se dividiram. Enquanto o Oregon procurava privilegiar os improvisos com a formação pouco usual, combinando violão clássico, trumpete, piano (Ralph Towner), contrabaixo, violino, piano, flauta (Glen Moore), corne inglês, oboé, clarinetas, saxofones (Paul McCandless), tabla e cítara (Paul McCandless), em cima de temas, na maioria, compostos por eles, Paul Winter prosseguia em sua caminhada ambientalista, cada vez mais radical, tendendo ao que classificaram como new age, earth music, ecological jazz, etc.
Talentos unidos
O primeiro álbum que gravaram em 1971 não saiu, pois a Increase Records faliu antes. O primeiro oficial, “Music of Another Present Era”, acabou por ser lançado pela Vanguard, em 1972. Depois lançaram “Distant Hills” (1973), “Winter Light” (1974), “In Concert” (1975), “Together” (1976), com Elvin Jones, “Friends” (1977), “Violin” (1978) e “Moon and Mind” (1979). Nos álbuns, a característica a ser ressaltada é a da alta energia musical com instrumentos não usuais na música instrumental de improviso.
Manfred Eicher percebeu logo a qualidade da música do Oregon. A síntese que faziam da instrumentação da música européia com a harmonia do jazz, incorporando elementos orientais encaixava perfeitamente com o que Eicher pensava para a sua gravadora, a ECM. Durante os anos Vanguard, os músicos do Oregon participaram de vários projetos desse selo. Esses álbuns contribuíram bastante para o reconhecimento deles.
Em 1978, contrato assinado com a Elektra/Asylum Records, lançaram “Out of the Woods”. Foi considerado um dos melhores do ano e é o ápice criativo da banda. Gravaram ainda “Roots in the Sky” (1979) e “In Performance” (1978). Depois do nascimento do filho de Walcott, a banda deu um tempo, mas cada um continuou com seus projetos individuais.
Na nova/velha casa, a ECM, lançaram um novo álbum em 1983, e no ano seguinte, “Crossing”. Nem bem tinha sido lançado e acontece uma tragédia: Walcott morre em um acidente de ônibus. Estavam no auge. Trilok Gurtu entrou em seu lugar, mas o Oregon nunca mais foi o mesmo. Continuam na ativa, pelo jeito. Na atual gravadora, a italiana CamJazz, lançaram “Family Tree”, em 2012.
“Waterwheel” é uma das melhores de “Out of the Woods”. A química é perfeita. O oboé de McCandless é o instrumento dominante, combinando com a marcação de Walcott na tabla e Towner no violão.
Manfred Eicher percebeu logo a qualidade da música do Oregon. A síntese que faziam da instrumentação da música européia com a harmonia do jazz, incorporando elementos orientais encaixava perfeitamente com o que Eicher pensava para a sua gravadora, a ECM. Durante os anos Vanguard, os músicos do Oregon participaram de vários projetos desse selo. Esses álbuns contribuíram bastante para o reconhecimento deles.
Em 1978, contrato assinado com a Elektra/Asylum Records, lançaram “Out of the Woods”. Foi considerado um dos melhores do ano e é o ápice criativo da banda. Gravaram ainda “Roots in the Sky” (1979) e “In Performance” (1978). Depois do nascimento do filho de Walcott, a banda deu um tempo, mas cada um continuou com seus projetos individuais.
Na nova/velha casa, a ECM, lançaram um novo álbum em 1983, e no ano seguinte, “Crossing”. Nem bem tinha sido lançado e acontece uma tragédia: Walcott morre em um acidente de ônibus. Estavam no auge. Trilok Gurtu entrou em seu lugar, mas o Oregon nunca mais foi o mesmo. Continuam na ativa, pelo jeito. Na atual gravadora, a italiana CamJazz, lançaram “Family Tree”, em 2012.
“Waterwheel” é uma das melhores de “Out of the Woods”. A química é perfeita. O oboé de McCandless é o instrumento dominante, combinando com a marcação de Walcott na tabla e Towner no violão.
Outro belo tema é “Witchi-Tai-To”, de Jim Pepper. A cítara é de Walcott.
O som do Oregon, com Walcott, era único. Ouça “Silence of a Candle”, composição de Towner. Maravilhoso. O interessante é que ele, depois de ter aprendido cítara com Ravi Shankhar, em vez de emular a música indiana, vai pelo caminho de criar uma linguagem própria que se adapta melhor à linguagem ocidental.
Ouça “Silence of a Candle” na versão ao vivo de “In Concert”.

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