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| Dan Tepfer e Joanna Wallfisch |
Minutos depois, estou me sentindo um pouco mais tranquilo, e passo a questionar a razão de ficar pulando de um computador para o outro, sofregamente como se meu tempo fosse finito. Estou prestando atenção à música que toca nas minhas caixas acústicas. Percebo que a beleza calma da voz de Joanna me deixou menos ansioso. Por acaso, a canção se chama This Is How I Feel. É sua voz e um piano que a acompanha.
Quando ouço Satin Grey, a segunda, já estou interessado em saber um pouco mais de Joanna, que agora passa a ter sobrenome: Wallfisch. Joanna Wallfisch. Este é o seu nome. Entro em www.joannawallfisch.org. Nas linhas iniciais, é elogiada por Fred Hersch: “uma verdadeira descoberta – artista de primeira classe, em todos os sentidos.” A Jazzwise Magazine a descreve como uma cantora-compositora “hipnotizante”.
Veja Joanna e Dan em Satin Grey.
Leio que Joanna é de Londres e que, depois de formar-se na Central Saint Martins College e na Escola Superior de Belas Artes de Paris, foi estudar na prestigiada Guildhall School of Music and Drama. Gravou então seu primeiro álbum, Swan.
Agora em 2015, lançou The Origin of Adjustable Things, com o tecladista francês, também radicado nos EUA, Dan Tepfer, por um selo de maior expressão, a Sunnyside. Além de intérprete, Wallfisch compõe. No álbum, a maioria das canções é de sua autoria, e poucas não, como Wild Is the Wind, Never Let Me Go, e as “modernas” Song to the Siren (1970), de Tim Buckey, e Creep (1993), do Radiohead. Sua interpretação dessas duas últimas é muito boa, mas os destaques são as composições próprias. Intimistas e melancólicas, são belas demais. O acompanhamento quase minimalista de Tepfer, em cuja carreira está incluída uma elogiada gravação de Variações Goldberg, de Johann Sebastian Bach, e a habitual participação da banda de Lee Konitz, é a perfeita combinação com a sua voz, em várias ocasiões, dobradas em vocalizações hipnóticas. As três primeiras faixas – This Is How You Make Me Feel, Satin Grey e Satellite – são excepcionais.
Ouça Satellite.
Não faz feio nos clássicos. Ouça Wild Is the Wind.
Never Let Me Go é a canção que encerra esse disco tão bom, tanto que recebeu 4 estrelas e meia na Downbeat de julho.

Muito bom, Guen, Tks
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