É frivolidade demais ter a curiosidade despertada pela aparência física, mas é fato. Greetje não canta tanto quanto Doris, nem é tão bela. Ouço o único disco que conheço dela. Pesquiso e descubro que apresentou-se pela primeira vez em um programa de rádio aos 13 anos e cantou com vários músicos de seu país natal antes de aventurar-se em terras americanas. Voltou para a Holanda e nunca deixou de cantar. Em 2000, foi homenageada no North Sea Jazz Festival pelos 40 anos de carreira (ela nasceu em 1939).
Em Heaven’s Open, Greetje canta com uma orquestra de cordas. Não sei se é a Metropole Orkest, uma das mais conhecidas e prestigiadas da Holanda. Em alguns números soa um tanto kitsch, como em The Way We Were, a primeira faixa. Mas, antes de tudo, vê-se que ela tem uma bela voz, o que me faz continuar a ouvir o disco. Greetje canta alguns standards bem conhecidos pelo público do jazz: Miss Otis Regrets, Spring Is Here, You Must Believe in Spring, Polka Dots and Moonbeams, I Can't Give You Anything But Love e The Way You Look Tonight. Tudo é cantado com incrível bom gosto. É prazeroso.
Quer um exemplo? Veja Kauffeld com a Metropole Orkest em You Must Believe in Spring.
Mas o que faz escrever sobre essa cantora é uma interpretação bem interessante de uma canção que não é bem um standard: Vincent. Ouça. É uma justa homenagem de Don McLean ao conterrâneo de Greetje, Van Gogh.

Nenhum comentário:
Postar um comentário