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| Gui Kastrup, Simone Sou e Benjamin Taubkin |
O duo de percussionistas tem um nome, por si, curioso. Simone, nascida Sousa, é “Sou”. Guilherme Kastrup, que por um momento confundo o sobrenome com uma das personagens capitais de Thomas Mann – Hans Castorp, de A Montanha Mágica – usa as quatro letras iniciais para compor o nome do duo: Soukast. “Sou” é a primeira pessoa do verbo ser; muito forte, assim como é a presença de Simone. A união resultante lembra dois outros objetos: a expressão “soul” e a banda Outkast, que é, na verdade, uma dupla, composta por André Lauren Benjamin e Antwan André Patton.
Mas essas ilações não têm nada a ver com o que é o “Soukast Taubkin”. Taubkin, não por acaso, é o sobrenome de Benjamin, junto com André Mehmari, maiorais do piano em São Paulo. E seu instrumento faz a diferença em Pfaiada, faixa de abertura. É o quente e o frio: o calor da percussão enérgica de Simone e Guilherme, também os autores desta música, com o piano “cabeça” de Benjamin. Gota d’Água começa quase sem percebermos. É a segunda faixa. O piano de Taubkin continua introspectivo, com um toque dramático tenso.
O Soukast surgiu assim, como é descrito por Guilherme: ““Do encontro entre duas almas atraídas pelos tambores nasceu o SOUKAST. Duo com a minha parceira Simone Sou. Dois “galego-dos-zoio-azul-e-pé-preto”, como ela mesma nos apelidou um dia! Tivemos como ponto de partida o desafio de fazer música somente com nossas percuterias e samplers. Criamos um repertório e um espetáculo, nos divertimos um bocado e passamos a convidar amigos pra passear e participar dessas paisagens sonoras.” Simples assim.
Simples também foi o início da parceria com Taubkin, assim descrito por ele: “Em 2010 recebi um convite pra tocar em um concerto com o SouKast – o duo do Gui com a Sou. Já havia curtido muito o duo ao vê-los em uma apresentação na Dinamarca. E sempre fui muito fã dos dois. Assim que foi com alegria que recebi este chamado. Fizemos esta apresentação em uma séria instrumental do Sesc. E aconteceu tudo da melhor forma. Tocamos peças ensaiadas e improvisamos. A minha participação desde o primeiro encontro, se deu criando em cima do que eles já haviam composto.Fui imaginando harmonias e melodias, sobre as peças por eles criadas e que soam muuuito bem só com o duo, como vocês podem ouvir no Tocador.”
Agora, em 2015, está sendo lançado Sons de Sobrevivência pelo Núcleo Contemporâneo, selo criado por Taubkin, e internacionalmente, sai pelo Adventure Music.
Veja a apresentação de Pfaiada no show do Sesc, em 2011, tendo Taubkin como convidado.
Veja outro número: Vinheta Pétalas e Improviso. Esta não faz parte do CD Sons de Sobrevivência.
Veja-os em O Tocador, composição de Simone e Oleg Fateev, seu parceiro pelas aventuras internacionais.
Sou fã de carteirinha de Benjamin Taubkin. Acho que, por isso, a minha preferida é Improviso (E o Que Veio Depois), depois de Pfaiada. Ouça.

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