“Sua respiração é doce, seus olhos são como/ Duas joias no céu/ Sua postura é ereta seus cabelos são suaves/ Sobre o travesseiro no qual pousa/ Mas eu não sinto afeição/ Nem gratidão nem amor/ Sua lealdade não é para mim mas para as estrelas acima.” Após a primeira estrofe, vem o refrão “One more cup of coffee for the road/ One more cup of coffee for I go,/ To the valley below.” Há uma interrupção, ou melhor, uma voz que morre “descendo o vale”.
Que história é essa? Ao sabermos que “Sua irmã vê o futuro/ Como sua mãe e ela./ Você nunca aprendeu a ler ou escrever./ Não há um livro na sua estante/ E seu prazer não conhece limites/ E sua voz soa como o canto da cotovia./ Mas seu coração é qual um oceano/ Misterioso e escuro.” A garota deve ser uma cigana, uma andarilha. O prazer não conhece limites, mas seu coração é misterioso e escuro.
One More Cup of Coffee é a quarta canção do álbum Desire (CBS 1976) e é cantada em dueto com a cantora folk Emmylou Harris. É desse disco a conhecida Hurricane, que trata da prisão do boxeador peso médio Rubin Carter, preso acusado de triplo homicídio, em 1966. Foi solto em 1985.
Em 1999, uma banda formada apenas de duas pessoas, o guitarrista e vocalista Jack White e uma moça ensandecida na bateria chamada Meg White, lançou o primeiro disco, apenas com o nome dela: The White Stripes. Têm preferência pelo branco e o vermelho nas roupas. Os dois branquelos fizeram um disco realmente “enfurecido”. A décima terceira música é One More Cup of Coffee. Enfurecida e bela. Ouça.

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