segunda-feira, 4 de outubro de 2010

O outono de Eric Clapton

Acaba de ser lançado mais um disco de Eric Clapton. Chama-se Clapton. A capa é apenas a imagem do guitarrista, que já está autorizado a estacionar seu carro na vaga dos idosos quando vier ao Brasil.

Capa do no CD de Eric Clapton
Clapton está no caminho de ser eterno. Nada mal para quem foi chamado de Deus na década de 1960. Depois de fazer o caminho inverso indo ao inferno, sobreviveu e alguns irão conjeturar que o guitarrista é imortal. Na música, demonstra estar “bom de cascos”. Em qualquer coisa que faça está estampado o “selo de qualidade EC”.

As músicas incluídas no último CD percorrem trilhas dos blues – nas quais está sempre à vontade – do R&B e até de standards como a quase octagenária Rockin’ Chair, de Hoagy Carmichael, eternizada por Louis Armstrong e Jack Teagarden cantando juntos, How Deep Is the Ocean e até um clássico francês, que ganhou letra em inglês de Johnny Mercer.

Les feuilles mortes, música de Joseph Kosma e letra do poeta Jack Prevert, foi composta em 1945. Em inglês ficou Autumn Leaves – folhas de outono – e foi gravada por um sem- número de intérpretes do mundo todo. Não dá para dizer se Clapton está no outono da vida – como se diz dos que atingem o que chamam de “melhor idade” e que, antigamente, era “terceira idade” –, pois a humanidade está ficando centenária e EC é eterno.

Ouça Autumn Leaves.

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