quinta-feira, 27 de agosto de 2020
Rei ou rainha, Teddi King, é cult
Teddi King nasceu Theodora King, em Boston, em 1929. Ganhou uma competição em sua cidade natal em um programa estrelado pela apresentadora e (boa) cantora Dinah Shore. O jornalista Sergio Augusto, em um artigo antigo, escreveu que Shore foi uma espécie de Hebe Camargo americana. Forçada. Cantava muito bem, ao contrário da emblemática apresentadora brasileira, que entrou na carreira artística participando de programas de calouros.
King gravou o primeiro disco em 1949, com Nat Pierce e excursionou por dois anos com o inglês George Shearing. Nat e George foram figuras importantes do meio musical anglo americano.
Teddi, sem ter chegado ao estrelato, tem fãs fanáticos. Como Irene Kral, outra cantora (uma das minhas preferidas), é uma cantora cult, ou seja, é pedante dizer, mas é venerada por um grupo seleto. Não lançou muitos títulos.
King desenvolveu uma enfermidade rara e complicada, lúpus, que a obrigou a se afastar do business da música, ainda no início dos anos 1960. Essa é a razão de ser pouco conhecida. Não fosse por isso, seria considerada uma das grandes. Uma sinalização de que seria, foi a de que foi empresariada pelo prestigiado George Wein, criador do Newport Jazz Festival.
Teve um breve retorno e gravou dois álbuns pela Audiophile, com o pianista Dave McKenna, que foram lançados postumamente. Teddi King morreu em 1977. Tinha apenas 48 anos.
Do repertório de King, evidentemente, destacam-se standards como “Porgy”, “You Don’t Know What Love Is”, “Our Love Is Here to Stay”, “You Go to My Head”, mas também, menos conhecidas, mesmo que gravadas por Frank Sinatra, Ella Fitzgerald e Ray Charles, como This Love of Mine, de Sol Parker.
Ouça “You Don’t Know What Love Is”.
Ouça “That Old Feeling”.
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