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| David Benoit em gravação no Steinway Hall |
Lançou cerca de 25 discos, mas não é tão reconhecido como pianista. O crítico Scott Yanow, do site allmusic, é um tanto crítico – ou maldoso – ao dizer que é “um dos performers mais populares num idioma de algum modo impreciso chamado jazz contemporâneo.” Cita outro crítico, Alex Henderson, que descreve “sua música de fundo melódico leve” como “new age with a beat”. Talvez seja um pouco injusto descrevê-lo assim.
Logo depois, Yanow dá uma suavizada e reconhece que Benoit é autor de bons álbuns, mas os que lançou na sua longa parceria com a GRP Records, buscam claramente as paradas, ou seja, são comerciais. Mas vamos combinar: não é pecado querer vender bem ou ser popular.
Bom, nem conheço bem a obra de Benoit. Confesso que não é dos que acompanho. Gostei, no entanto, de “2 in Love”, em que Jane Monheit canta com ele acompanhando-a ao piano. Com exceção da última faixa, as outras são de sua autoria, com letras de Lorraine Feather, Spencer Day e Mark Winkler. É um belo disco, com bons arranjos de sua lavra, e Jane está muito bem, até melhor do que em alguns de seus álbuns, sem exagerar em volteios musicais, um tanto afetados, na minha opinião.
Acabei por me interessar por Benoit, por meio de “2 in Love”, que ouvi por causa de Monheit, e não por ele. Por ter gostado, resolvi ouvir “The Steinway Sessions”, recém lançado.
“The Songs We Sang” (David Benoit, Mark Winkler) é um dos destaques.
É um solo, naturalmente. Como vários fabricantes de instrumentos, como a Gibson, Fender, Yamaha, Zildjian e outras, a Steinway tem os seus contratados. Sendo um dos exclusivos daquela que é considerada a melhor fabricante de pianos, Benoit foi convidado a gravar. Optou por fazê-lo no próprio Steinway Hall. No álbum constam algumas de suas composições e de outros, comoElton John e Dave Brubeck. Desvestindo-se de preconceitos, bom, nem tive como ser preconceituoso, por pouco conhecê-lo, achei que Benoit é um belo pianista, muito bom e constrói belas sonoridades. Confira a seguir.
“Strange Meadowlark”, se Dave Brubeck, a que eu mais gostei. Não é tão diferente do original, mas é belo assim mesmo.
“I Remember Bill Evans”. Belíssimo.
Com “Kei’s Song”, de sua autoria, abre o disco.

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