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| Será presente de grego o que Bublé oferece? |
Fiquei mal impressionado ao vê-lo em um DVD, se não me engano, o da apresentação no Madison Square Garden, em vários momentos, falando de dinheiro – coisas do tipo “preciso faturar um, comprem meus discos”. Com seu charme pré-fabricado, cara de menino desprotegido, um tipo que, se não um Clark Gable, bem apessoado, amealhou um sem-número de fãs de todas as idades. A mistura do pop com pitadas de jazz e arranjos orquestrais batidos têm causado efeito sobre adolescentes até. Acho que suas fãs – no feminino, pois acho que é a maioria – resolveram atender aos seus apelos para deixá-lo um pouco mais rico e ajudaram o Natal de Bublé; essa é a única explicação para tanto disco vendido.
É um tanto parecido com o caso de Jamie Cullum, mas este é muito mais talentoso, canta, toca bem piano (e até sobe nele), que também foi “lançado” com um bom background mercadológico. Mas Jamie é mais jazz, apesar de flertar bem com o pop (e rock) de Jimi Hendrix e Cia.; a diferença é que não tem a “fachada” de Bublé, e é um “moleque” serelepe cheio de energia e, acho, não passa pela sua cabeça nem na de seus assessores de marketing, aparecer de terninho com a gravata levemente afrouxada para denotar um tipo de “elegância distraída”.
Bublé, um pouco como Harry Connick Jr., aventurou-se por um caminho híbrido, aproveitando-se dos atributos físicos, trabalhando como ator também. Isso não é fenômeno recente. Desde quando o cinema ganhou som, atores e atrizes cantam e atuam. Bons intérpretes acabaram tendo participações no cinema e não fizeram feio como atores; lembro do maior deles: Frank Sinatra. No caso do canadense, imagino que seus marqueteiros devem ter pensado em vendê-lo como um novo Sinatra. Em beleza, certamente é superior ao “baixinho”, filho de italianos; como cantor, nunca chegará aos pés.
O cantor já tinha se aproveitado do “velhinho” para levantar um dinheirinho. Em 2003, em início de carreira ainda, lançou um EP (os chamados “extended play”, que acondicionam menos músicas) chamado Let It Snow.
Christmas corresponde a um tempo em que Bublé nem precisava pedir ajuda ao Papai Noel: est´å pra lá de rico e famoso. É um disco de Natal que atira para os lados e, considerando-se um dólar por disco, está quatro milhões de dólares mais rico. Tem participação de Shania Twain em White Christmas, do grupo The Puppini Sisters, em Jingle Bells, e, como não poderia faltar – para encher mais ainda o cofrinho dele –, um Mis Deseos / Feliz Navidad, cantada em espanhol com a mexicana Thalia.
E, como existe gosto pra tudo – até de se ficar curtindo músicas natalinas como se estivéssemos no Hemisfério Norte –, veja Michael Bublé cantando Santa Claus Is Coming to Town.
Entre em http://www.fileserve.com/file/P3tGfU4 para fazer download de Christmas.
Um feliz ano novo a todos.

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