Roberto Menescal é um dos nomes mais importantes da bossa nova. Virou executivo da Philips e distanciou-se do violão. Em 1985, por insistência de Nara Leão, acompanhou-a em uma excursão ao Japão. Interrompeu-se a carreira de executivo e retomou-se a de músico. Montou, um tempo depois, com o filho, a Albatroz. Produziu discos próprios e dos outros.
A capa do CD “punky-bossa” de Menescal
No esteio da popularidade imensa da bossa nova no Japão, Menescal deve ter ido pelo menos umas trinta vezes à terra do sol nascente. Além de apresentar-se com frequência, várias criações de sua produtora têm sido lançadas por lá. Um projeto interessante é o de adaptar gêneros musicais diversos transformando-os em “bossa nova”. Lançou Beatles ’n’ Bossa, Bossa Elvis, Sinatra in Bossa Nova – um lembrete: ouça Sinatra cantando Change Partners ou Baubles, Bangles and Beads; pura bossa nova –, Bossa Bolero… conseguiu fazer “bossa” até com o Sex Pistols, em Never Mind The Bossa – Punky Bossa. Depois dessa, só falta fazer “bossa” com música javanesa.
E, como nada é impossível, alguém imaginou o Coldplay no ritmo da terra outrora comandada pelo barbudo Fidel? Então, ouça Clocks.
Obs: até hoje não consegui descobrir a razão de ser “à cubana” um filé acompanhado de farofa, abacaxi e banana à milanesa.
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