Se não é a mais linda, é a mais impactante. Saiu há algum tempo um dos grandes filmes da fase americana de Michelangelo Antonioni: Zabriskie Point. Todo ser normal com mais de 45 anos deve ter visto esse filme. Para os que não, é uma grande chance, agora que está disponível em DVD nacional. Se você tem mais de 15 anos, tem a obrigação de assistir e de ter uma ideia da “pré-história” dos movimentos libertários pós-Vietnã. Poucos devem saber quem foi Angela Davis, alguns podem ter ouvido falar de Cohn-Bendit, Malcolm-X e Marthin Luther King. Mas Felipe Belisario Wermus, o Brasil conhece. É um nome “un poco” estranho, mais ainda se alguém sabe que esse é o nome verdadeiro do ex-trotskista Luis Favre. Antigos trotskistas, hoje convertidos em elegantes críticos, jornalistas e professores, o conhecem muito bem. Outro francês – Favre é franco-argentino –, Regis Debray, é outro que andou por terras do Novo Mundo latino. Esse deve ser quase um desconhecido para a geração que tem menos de 45 anos. Encontrava-se na Bolívia quando Che Guevara foi morto. Anos mais tarde, integrou o governo socialista de François Mitterand.
Voltando ao diretor italiano, é responsável por grandes filmes na década de 1960 (A Aventura, Eclipse, A Noite, Deserto Vermelho). Como vários italianos que amealharam notoriedade além-mar, foi cooptado pelos estúdios americanos. Produtores como Carlo Ponti e Franco Cristaldi – respectivamente, srs. Sofia Loren e Claudia Cardinale – foram protagonistas desse “expansionismo” do cinema italiano. A primeira produção fora da Itália foi Blow Up, chamado no Brasil – não riam – Depois Daquele Beijo, em 1966. Grande filme, baseado num conto de Julio Cortazar, Las Babas del Diablo. Em 1970, foi lançado Zabriskie Point e, em 1975, The Passenger (Profissão: Repórter).
Bela Daria!
Zabriskie Point é um petardo sociopolítico da efervescente situação dos EUA. A cena de uma assembleia que ocorre entre estudantes, a tensão racial, a violência policial – e a dos jovens, também – compõem um painel agudo de um estrangeiro que tudo enxerga e coloca personagens em situações-limite. Mark Frechette é perseguido pela polícia por conta de uma morte acontecida num confronto dos estudantes com a polícia e cruza com a bela Daria Halprin, que secretaria um empreendedor imobiliário. Além do teor fortemente político, há uma atmosfera de psicodelia nas cenas que acontecem no deserto. A cena final, tendo de fundo musical, Pink Floyd, é antológica. Veja (ou reveja) no primeiro vídeo.
O filme seguinte, protagonizado por Jack Nicholson, no papel de um jornalista que assume outra identidade, e Maria Schneider, então conhecidíssima por ter feito O Último Tango em Paris, de Bernardo Bertolucci, tem uma cena antológica. Não vou contar. Assista e compreenda porque Antonioni é considerado um dos grandes nomes do cinema.
Será essa, a de Passageiro: Repórter, a melhor cena da fase “americana” de Antonioni?
Guen, essa do Pink Floyd é demais!! a cenas filmada de vários lados ampliando o sentido da explosão, e depois aqueles livros todos explodidos, se despadaçando no ar! não me lembro mais de quem estava na casa, ótima oportunidade de rever. Agora, ainda que sem a cena, a música de o último tango é piazzola!! esse merece quase um blog!! sugiro coments no próximo post. E o vídeo com a música; não precisa ser aquela cena polêmica não, que deu tto o que falar! pode ser só ele tocando mesmo, Gozado, na cena do passagerio: profissão repórter é o quase o contrário do que se propõe aqui: é um silêncio afltitivo, feito de uns passos que ecoam na amplidão; sem o contexto todo, fica aberto a tantas conjecturas. Ali o silêncio é irmão da angústia. sem música. bjos
Rever a cena final de Zabrinsky Point foi ótimo. Mas saber que o youtube encerrou a conta "due to multiple third-party notifications of copyright infringement" foi mais significativo ainda. O que vamos explodir agora?
Guen, essa do Pink Floyd é demais!! a cenas filmada de vários lados ampliando o sentido da explosão, e depois aqueles livros todos explodidos, se despadaçando no ar! não me lembro mais de quem estava na casa, ótima oportunidade de rever. Agora, ainda que sem a cena, a música de o último tango é piazzola!! esse merece quase um blog!! sugiro coments no próximo post. E o vídeo com a música; não precisa ser aquela cena polêmica não, que deu tto o que falar! pode ser só ele tocando mesmo, Gozado, na cena do passagerio: profissão repórter é o quase o contrário do que se propõe aqui: é um silêncio afltitivo, feito de uns passos que ecoam na amplidão; sem o contexto todo, fica aberto a tantas conjecturas. Ali o silêncio é irmão da angústia. sem música.
ResponderExcluirbjos
Rever a cena final de Zabrinsky Point foi ótimo. Mas saber que o youtube encerrou a conta "due to multiple third-party notifications of copyright infringement" foi mais significativo ainda. O que vamos explodir agora?
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