Desde criança, estudou piano clássico. Mais tarde, cursou a Manhattan School of Music na intenção de tornar-se pianista clássico. Gostava de tudo o que ouvia no rádio, não apenas música erudita. Tinha facilidade para improvisar, o que o levou a ir estudar na Berklee School of Music, em Boston.
Nessa época, o Brasil entrou na órbita de Kenny por meio de João Carlos Assis Brasil, irmão gêmeo do saxofonista Victor Assis Brasil. Conheceram-se nos EUA e veio ao Brasil com ele. Como o americano, João Carlos tinha formação erudita, mas queria explorar outros gêneros.
No jazz, Werner participou de várias gravações com o saxofonista Joe Lovano e por muito tempo fez parte da Mel Lewis Orchestra (atual Village Vanguard Orchestra), big band atração fixa do tradicional clube fundado por Max Gordon. Tem seu trio, com vários álbuns gravados, formado há mais de uma década com Ari Hoenig e Johannes Weidenmueller. Com essa formação, apresentou há cerca de trêa anos no Savassi Festival, em Belo Horizonte, e também no Núcleo Contemporâneo, espaço coletivo que tem o pianista Benjamin Taubkin como um de seus organizadores, em São Paulo.
Em razão da formação acadêmica, é também ótimo arranjador e compositor. Foi agraciado com vários prêmios nos EUA devido ao seu trabalho, como o National Endowment for the Arts (NEA) e, em 2010, foi premiado pelo Guggenheim Fellowship. Como escritor e teórico, é autor de “Effortless Mastery Liberating the Master Musician Within, um livro referencial.
Ultra romântico
Um dos parceiros de Werner foi Toots Thielemans. Os dois lançaram em 2001 Toots Thielemans & Kenny Werner, pelo selo Verve. O álbum é composto por uma maioria de músicas bem conhecidas e uma única – “Inspiration” –, do pianista. São jazz standards mais contemporâneos como “Dolphin Dance” (Herbie Hancock), “The Dolphin” (Luiz Eça), “Windows” (Chick Corea), e clássicos mais antigos como “What a Wonderful World”, “Smile”, “All the Way”, “My Way”, Tender Is the Night”, “Autumn Leaves” e “The Windmills of Your Mind”, dentre outros.
Pelo repertório, está claro que é um álbum “feito para vender”. Mas não é pecado se a música é de qualidade. A popularidade de Thielemans sempre foi alta e, mesmo tendo sido o talento que foi, nunca se furtou a gravar discos de certo apelo comercial sem cair no popular mau gosto. O fundamental é a qualidade, como em “Chez Tout” (Private Music, 1988), dedicado à música francesa.
Werner, bom arranjador, nesse disco toca piano e, em alguns temas, usa o sintetizador para emular sons orquestrais. É um pianista ímpar, de belas harmonias e melodias finamente construídas. Em formato duo, além deste com Toots, tem outro muito bonito o saxofonista Jens Sondergaard (“Play Ballads: A Time for Love”, 2008). Excepcional tocando baladas, no álbum com Thielemans, algumas canções ficaram especiais, às vezes, intensamente românticas. A química entre os dois é uma grande recomendação para esse álbum lançado pela Verve Music.
Em razão da formação acadêmica, é também ótimo arranjador e compositor. Foi agraciado com vários prêmios nos EUA devido ao seu trabalho, como o National Endowment for the Arts (NEA) e, em 2010, foi premiado pelo Guggenheim Fellowship. Como escritor e teórico, é autor de “Effortless Mastery Liberating the Master Musician Within, um livro referencial.
Ultra romântico
Um dos parceiros de Werner foi Toots Thielemans. Os dois lançaram em 2001 Toots Thielemans & Kenny Werner, pelo selo Verve. O álbum é composto por uma maioria de músicas bem conhecidas e uma única – “Inspiration” –, do pianista. São jazz standards mais contemporâneos como “Dolphin Dance” (Herbie Hancock), “The Dolphin” (Luiz Eça), “Windows” (Chick Corea), e clássicos mais antigos como “What a Wonderful World”, “Smile”, “All the Way”, “My Way”, Tender Is the Night”, “Autumn Leaves” e “The Windmills of Your Mind”, dentre outros.
Pelo repertório, está claro que é um álbum “feito para vender”. Mas não é pecado se a música é de qualidade. A popularidade de Thielemans sempre foi alta e, mesmo tendo sido o talento que foi, nunca se furtou a gravar discos de certo apelo comercial sem cair no popular mau gosto. O fundamental é a qualidade, como em “Chez Tout” (Private Music, 1988), dedicado à música francesa.
Werner, bom arranjador, nesse disco toca piano e, em alguns temas, usa o sintetizador para emular sons orquestrais. É um pianista ímpar, de belas harmonias e melodias finamente construídas. Em formato duo, além deste com Toots, tem outro muito bonito o saxofonista Jens Sondergaard (“Play Ballads: A Time for Love”, 2008). Excepcional tocando baladas, no álbum com Thielemans, algumas canções ficaram especiais, às vezes, intensamente românticas. A química entre os dois é uma grande recomendação para esse álbum lançado pela Verve Music.
Ouça “Autumn Leaves”, de Joseph Kozma e Jacques Prevert.
Ouça “Inspiration”, composição de Kenny Werner.
Ouça o medley de Michel Legrand, composto de “You Must Believe in Spring” e “The Windmills of Your Mind”.
E, finalmente, “The Dolphin”, de Luiz Eça.
Ah, e veja os dois em ação em “The Days of Wine and Roses”.
Ouça “Inspiration”, composição de Kenny Werner.
Ouça o medley de Michel Legrand, composto de “You Must Believe in Spring” e “The Windmills of Your Mind”.
E, finalmente, “The Dolphin”, de Luiz Eça.
Ah, e veja os dois em ação em “The Days of Wine and Roses”.

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