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| Da esquerda para a direita: Avishai, Anat e Yuval |
Cohen é um sobrenome comum. Entre judeus, talvez seja como Silva, no Brasil, ou Yokoyama, no Japão. Avishai é um nome comum. O público do jazz conheceu Avishai Cohen quando virou baixista do Origin, de Chick Corea. Tremendo baixista, em um época em que Jaco Pastorius havia se tornado uma espécie de ícone, gravou alguns discos pela Concord, criou selo próprio e seu Seven Seas, de 2011, saiu pela Blue Note.
Para confundir um pouco, surge na cena novaiorquina outro Avishai, e com o mesmo sobrenome, mas este toca trumpete. Ainda bem: imagine se fosse também baixista. Enquanto este tem barba e usa óculos, o baixista é louro. O Avishai mais novo tem os cabelos bem pretos. O primeiro nasceu em um kibutz, o segundo, em Tel Aviv.
O Avishai mais novo é um dos três irmãos que compõe o 3 Cohens. A irmã, a mais talentosa, toca sax tenor e é, simplesmente, a melhor clarinetista da atualidade. O último é Yuval e seu instrumento é o sax alto e o soprano. Gravaram três discos. O último se chama Tightrope, ou seja, “corda esticada”. Bom nome para o CD. Os três contam com participações de Fred Hersch ao piano, Christian McBride no baixo e Jonathan Blake na bateria. As faixas mais interessantes são as que contam apenas com a participação dos Cohens. Lembra vagamente aqueles discos antigos do World Saxophone Quartet (David Murray, Oliver Lake, Hamiet Bluiett e Julius Hemphill), mas aqui, no caso, são dois saxofones (ou uma clarineta e um sax) mais o trumpete.
Ouça um genial Squeeze Me, com participação de Christian McBride no baixo.
Ouça também o clássico Hot House, de Tadd Dameron.
Sobre Anat Cohen, leia “A ‘brasileira’ Anat Cohen”: http://bit.ly/1aNCrfu
e “Por que gosto tanto de Siboney”: http://bit.ly/1bKkV05

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