terça-feira, 13 de agosto de 2013

Notícia velha: Rita Reys morreu

Donald Byrd, Hank Mobley e Rita Reys
Em um espaço de 5 x 9,7 cm sai a notícia de que Rita Reys morreu. Está no caderno de variedades do Estadão do dia 30 de julho. Alguém sabe quem era ela? Típica nota para preencher um espaço. Nem dizem que morreu dois dias antes: 28. A notícia é da agência espanhola EFE. Fico tentando imaginar a importância desse fato.

Importante ou não, fato é que Rita Reys morreu, aos 88 anos. Tivera um câncer em 1985. Recuperou-se e até pouco tempo atrás estava na ativa. Bom, como eu sei desses fatos sobre Rita? Fui dar uma pesquisada. O máximo que conheço dela são dois discos: The Cool Voice of Rita Reys e Congratulations in Jazz. Se Ella Fitzgerald era a “first lady of jazz”, Rita, nascida em Roterdam, Holanda, um dia foi chamada de “primeira dama do jazz da Europa”.

Não há nada de especial em um título como “The cool voice of…”, mas foi o que despertou-me a curiosidade. Senti atração pela capa: uma moça de vestido verde tendo ao lado um prato e tambores de bateria em seus “cases”, além de um pequeno detalhe: “recorded in the united states with The Jazz Messenegers”. Bom, com os “messengers” do baterista Art Blakey. Ah, existe um por quê das peças de uma bateria “para viagem”. Não é preciso muito para que minha curiosidade se atiçe.

A Holanda, apesar de ser um país pequeno, possui certa tradição jazzística. Decerto, nem tanto quanto a Grã Bretanha, França e Dinamarca. Andou a cantar por alguns lugares da Europa. Georgs Avakian, produtor da Columbia convidou-a a conhecer os Estados Unidos. Foi. Gravou parte de The Cool Voice of Rita Reys com Blakey, Hank Mobley, Donald Byrd e Horace Silver. A outra parte foi na Holanda com a The Wes Ilcken Combo. Cantou com Zoot Sims, Jimmy Smith, Chico Hamilton, Herbie Mann, Oscar Pettiford e Clark Terry, todavia, em virtude da morte do marido em um acidente aquático, preferiu seguir carreira no continente natal para poder ficar perto do filho pequeno.
 
Rita tinha um atributo essencial a um bom intérprete de jazz: suingue. Confira.

Ouça That Old Black Magic. A gravação é de 1965, com o Trio Pin Jacobs.


Nota: todas as músicas postadas no DivShare podem ser “puxadas”. Basta clicar em “share” e depois, em “download”.


Ouça But Not for Me, de The Cool Voice of Rita Reys.

Nota: todas as músicas postadas no DivShare podem ser “puxadas”. Basta clicar em “share” e depois, em “download”.


Veja Rita cantando It Could Happen to You com a orquestra de Oliver Nelson.

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