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| Maria Schneider, sempre entre as melhores |
Faço aqui uma lista parcial.
1. Melhores “jazz group”. Wayne Shorter Quartet, Joe Lovano Us Five e Vijay Iyer Trio. Dos três, só Iyer não tem nenhum álbum na lista, mas seu Accelerando foi considerado o melhor no ano passado. Não lançou nada como líder depois. Sobre Accelerando, de Vijay Iyer, leia http://bit.ly/RG8H15.
2. Big Band. Empate, com 145 votos cada, da Darcy James Argue»s Secret Society e Maria Schneider Orchestra. Os dois grupos lançaram discos excepcionais. Serão assuntos no futuro. Nem Winter Morning Walks, em que Schneider toca com a mezzo soprano Dawn Upshaw, e nem Brooklyn Babylon, de Argue estão na lista dos 30 melhores. Injustiça. (Sobre Darcy James Argue, leia http://bit.ly/16yrhx8).
Veja e ouça Phobos, em apresentação no Lincoln Center.
3. Trompete. Dave Douglas, Wadada Leo Smith e Ambrose Akinmusire. Douglas lidera a lista há anos. Destaca-se como bom compositor e ótimo instrumentista. O disco de Smith ficou em segundo lugar na lista dos melhores. É muito bom.
4. Trombone. Wycliffe Gordon, Steve Turre e Trombone Shorty. A novidade é o surgimento de Shorty, bom trombonista e autor de uma música contagiante, na lista dos últimos anos.
5. Sax soprano. Wayne Shorter, Dave Liebman e Branford Marsalis. Todos velhos de guerra. Shorter ganha por antiguidade.
6. Sax alto. Rudresh Mahanthappa, Ornette Coleman e Tim Berne. Ornette, como Shorter, é uma lenda viva. Essa é a razão de estar melhor colocado que Tim Berne e Miguel Zenón.
7. Sax tenor. Joe Lovano, Sonny Rollins e Chris Potter. Aqui a lenda é Rollins, que está para fazer 83 anos e participou de vários momentos do jazz e até do rock: tocou até com os Rolling Stones. Lenda por lenda, prefiro Charles Lloyd, que em sua fase “pop” tocou com os Beach Boys, de Brian Wilson.
Ouça La Llorona, com Charles Lloyd.
8. Sax barítono. Gary Smulyan, James Carter e Ronnie Cuber. Três grandes saxofonistas. Durante anos o reinado foi do inglês John Surman. Ficou em nono.
9. Clarineta. Anat Cohen, Don Byron e Ken Peplowski. Anat está reinando. É ótima no sax tenor também. Don Byron entrou por uma vereda menos jazzística, mas é ótimo instrumentista. Peplowski é mais velho e mais mainstream. Técnica impecável.
Ouça Anat tocando a brasileiríssima Um a Zero. Sobre ela, leia http://bit.ly/1cutCgE.
10. Flauta. Nicole Mitchell, Charles Lloyd e Henry Threadgill. Mitchell é ótima flautista e lançou um belo disco: Aquarius. Lloyd vai por sua musicalidade. É melhor na sax tenor. Threadgill, além de ótimo na flauta, lança um disco ótimo atrás do outro.
11. Piano. Jason Moran, Vijay Iyer e Brad Mehdau. Qualquer um entre os dez melhores mereceria estar em primeiro. Vai mais pelo gosto de cada um.
12. Teclados. Robert Glasper, Chick Corea e Herbie Hancock. Os dois últimos lideram a lista sempre. A novidade é Glasper. Bom no piano e nos teclados eletrônicos. Seu Black Radio foi muito bem recebido pela crítica.
13. Orgão. Os Hammond B3 voltaram à moda. Depois da partida de Johnny Smith, não tem ninguém para Joey DeFrancesco. O grande, no tamanho também, Joey é um craque. O veterano Dr. Lonnie Smith está na ativa e lançou The Healer, um disco ao vivo muito bom. O terceiro, Larry Goldings, é bom organista com discos irregulares.
14. Guitarra. Bill Frisell, nos últimos tempos tem lançado bons discos e bem diversificados. O último foi Big Sur, em que conta com um trio de cordas – violino, viola e violoncelo – e um baterista. Pat Metheny é outro com projetos diferenciados. Além do álbum com seu quarteto, o Unity Band, desenvolve o que ele chama de Orchestrion (sobre isso, leia http://bit.ly/13NTY4W).
Veja a engenhoca do Orchestrion funcionando.
14. Contrabaixo. Aqui também, não tem ninguém para Christian McBride. É uma baixista excepcional e manda muito bem no baixo elétrico também. Dave Holland, o segundo, é outro instrumentista excepcional. Começou na cena inglesa e depois foi para a banda de Miles Davis. Lançou muitos discos como líder pela gravadora ECM e mantém um nívelde excelência. Ron Carter? Mesma coisa.
15. Baixo elétrico. Stanley Clarke, Marcus Miller e Christian McBride. Clarke começou com Chick Corea bem jovem. Miller tem um estilo peculiar de manejar o contrabaixo. É ótimo, apesar de não lançar grandes discos. McBride é o que disse no item anterior. O quarto, Steve Swallow, poderia muito bem ser considerado o melhor. Velho de guerra, marido e parceiro de Carla Bley, possui estilo único e seu mais álbum mais recente – Into the Woodwork – é ótimo.
16. Bateria. Há bom tempo Jack DeJohnette encabeça a lista. Merecido. Brian Blade é outro excepcional baterista. É um mestre nas sutilezas. É outro estilo. Eric Harland, que toca na banda de Charles Lloyd, merece estar entre os primeiros. Arrasou quando se apresentou, no ano passado, com o saxofonista, e neste ano, com o James Farm, de Joshua Redman, Aaron Parks e Matt Penman. (sobre a apresentação, leia http://bit.ly/15bIU0Q)
Veja James Farm interpretando Chronos.

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