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| Eric Clapton na capa mais feia dos últimos tempos |
Clapton anunciou que se aposenta quando completar 70 anos. Está completando daqui a alguns dias, 68, portanto está perto de pendurar as chuteiras, ou melhor, os sapatos. Curiosamente, o álbum a ser lançado em 25 de março chama-se Old Sock. Nada melhor que calçar um “sapato velho”: não é o ditado? É a mesma coisa com uma “meia velha”? Isso nos faz pensar em algumas coisas: a aposentadoria próxima, o fato de ter resolvido gravar só o que lhe agrada, o esgotamento criativo (são apenas duas canções as de sua autoria), e fazer apenas o que lhe dá na telha, inclusive coberta com um chapéu panamá, na capa. Parece que desistiu de se vestir elegantemente como antigamente, com roupas de corte impecável, ou mesmo, com camisetas despojadas e casualmente chiques. A capa é bem feia; é como se Eric Clapton não estivesse nem aí. Ou, talvez, queira dizer: “não importa a embalagem; importa o que tem dentro dele.” A foto deve ter sido feita em algum lugar paradisíaco como o Caribe, região que o apraz. Há muito entrou na zona de suas paixões geográficas e musicais. Desde 461 Ocean Boulevard, lançado em 1974, o reggae “entrou” na sua vida quand gravou I Shot the Sheriff, de Bob Marley.
Os problemas de Clapton com as drogas e o álcool são conhecidos. Ficou internado em clínicas várias vezes e a última, devido ao alcoolismo, foi em Antígua. Depois de recuperado pensou em montar um centro de reabilitação para os moradores locais, principalmente. Em 1998 foi inaugurado o Crossroad Centre nesta ilha localizada nas Índias Ocidentais. Eventualmente, porque não se dá em todos os anos, acontece o Crossroad Guitar Festival, com renda revertida ao centro,
Tem pouco solo de guitarra em Old Sock para um disco de um guitarrista. A bem da verdade, resolveu variar, tocando também violões, dobro e mandolin. A presença desses instrumentos dá um tom mais para o country-folk. Vários backing vocals remetem ao reggae, a segunda paixão musical do inglês. Não é coincidência que a primeira Further Down the Road seja de Taj Mahal, também chegado em ritmos caribenhos. Outra – Till Your Well Runs Dry – é um original de Pater Tosh e Bunny Livingstone. Até Your One and Only Man, composição de Otis Redding, vira reggae, com direito àqueles vocais que deram uma marca às canções de Bob Marley.
A exemplo de Paul McCartney, que participa tocando baixo e fazendo a segunda voz em All of Me, com a idade ficou nostálgico e resolveu gravar standards do cancioneiro americano. Esta é de 1933. Além deste clássico, canta The Folks Who Live on the Hill e Our Love Is Here to Stay. Paul, em Kisses on the Bottom, canta It’s Only a Paper Moon, Au-Cent-Tchu-Ate Positive, Bye Bye Blackbird e My One and Only Love, dentre outros clássicos do jazz. (leia em http://bit.ly/117jK7X)
Ouça All of Me, comClapton e McCartney.
Nota: todas as músicas postadas no DivShare podem ser “puxadas”. Basta clicar em “share” e depois, em “download”.
As únicas composições de Clapton são Every Little Thing, com vocais de Nikka Costa e Julie, Ella e Sophie Clapton que, presumo, devem ser suas filhas, e Gotta Get Over. Esta última é boa, mais agitada. Veja o vídeo oficial.
Still Got the Blues, a mais conhecida de Gary Moore, é um dos bons momentos do disco. É um pouco mais lenta que a original, com instrumentação discreta e sofisticada. Apesar de ser composição de guitarrista (Moore), a de Clapton não tem guitarra. É no violão, com um fundo de orquestra e backing vocals feminino.
Ouça a original, com Gary Moore.
Outra que vale é Goodnight Irene, de Leadbelly. É uma das minhas preferidas. Ouça.
Nota: todas as músicas postadas no DivShare podem ser “puxadas”. Basta clicar em “share” e depois, em “download”.
Entre no link http://youtu.be/lDADV6V40-Q e tem o caminho para você fazer o download do disco. Se você é contra puxar músicas pela internet, espere até o dia 25 de março.

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