O conhecimento da existência desse Coro se deu bem mais tarde. Segundo a Wikipedia, Peter Murphy,o vocalista e líder da banda gótica Bauhaus, levou uma cópia em fita cassete para Ivo Watts-Russell, dono da gravadora inglesa 4AD (junto com a Factory, mudou a cara do som britânico na década de 1980). Este se interessou e lançou uma coletânea em 1986. A partir daí, ficou conhecido no mundo ocidental, chegando a ganhar um prêmio do Grammy.
O Brasil não ficou imune ao sucesso do Coro. A PolyGram lançou o CD que, originalmente, saiu pela Disques Cellier, em 1990. Em 1997, o Mystére des Voix Bulgares fez uma apresentação no Festival de Campos do Jordão. É evidente que os componentes do Coro foram mudando nesse mais de meio século de sua existência. As cantoras eram (deve ser assim ainda) selecionadas em vilarejos rurais e depois passavamm por um severo treinamento musical. Apresentam-se vestidas com trajes locais. De várias idades, escolhidas em razão das vozes, naturalmente, não são modelos de beleza, se bem que há sempre exceções, como tudo no mundo. A parte curiosa da apresentação em Campos é que, dizem, as senhorinhas eram pra lá de assanhadas. Nem um pouco tímidas, partiam para o “ataque”.
O outro “mistério” é a razão de ter tido vontade de ouví-las, depois de tanto tempo, pois fico sabendo – mais uma vez, pesquisando sobre elas na internet – que se apresentarão no Teatro Alfa, em São Paulo, em setembro próximo.
Aquele encanto causado à época em que comprei o CD não existe mais. São belas canções folclóricas, cantadas em registro bem específico e em várias momentos é magico. Ouça a que eu gosto mais: Izlel e Delio Haidutin.
Veja a atuação do Coro.

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