quarta-feira, 18 de maio de 2011

Mad about the Boy (ou, loucas pela mesma coisa)

Coward, Noel Coward. Sir.

Ao contrário de “The Man I Love”, clássico composto por George Gershwin, com letra do irmão Ira, desconheço se há uma versão para o sexo oposto de “Mad about the Boy”, e menos ainda, interpretada por alguém do sexo masculino. [sobre The Man I Love” versão para homens, leia: Homens amam “The Man I Love”. E, as mulheres também]

Nöel Coward foi um desses multitalentos a quem a história destinou um lugar especial no show business. Precoce, aos onze anos estreou na peça “The Goldfish”, em 1911. Em suas memórias relata sobre o debut no teatro: um anúncio no jornal Daily Mirror pedia por “um talentoso garoto de boa aparência” para uma peça infantil. Esse garoto por quem procuravam era ele.

A atuação em “The Goldfish” foi apenas o primeiro passo para uma carreira gloriosa no show business. De ator infantil, virou um dos maiores dramaturgos do Reino Unido. Nasceu no meio operário e virou “sir”, como John Lennon. A monarquia britânica sempre foi pródiga em reconhecer os talentos no campo das artes e da ciência.

Uma das composições mais conhecidas de Nöel é “Mad About the Boy”, de 1932. Virou standard e, como “The Man I Love”, interpretada por um time de primeira. A clássica é o registro de 1961 (no Wikipedia dão 1952 como data de gravação, mas devem estar enganados), por Dinah Washington, com belíssimo arranjo de Quincy Jones. Curiosamente, “explodiu” mesmo foi em 1969 por conta de um comercial da Levi’s. O anúncio feito para a televisão é um clássico. Inspirado no filme The Swimmer, estrelado por Burt Lancaster, que, por sua vez, foi baseado em um belo conto do americano John Cheever, tem como fundo musical a composição de Coward, na voz de Washington,. Essa bela peça publicitária alardeia as qualidades da clássica Levi’s 501.

Veja o comercial.




Mas composição tão clássica, evidentemente, não foi registrada apenas por essa cantora que morreu cedo em decorrência do abuso de remédios para emagrecer (os americanos morrem com remédios que parecem inofensivos, como analgésicos, caso de Michael Jackson e Heath Ledger). Ouça a de Helen Forrest (belíssima) e a de AnitaO’Day.

Grande Anita! Nem uma garrafa de vodca por dia acabou com ela.



Helen Forrest em clássica interpretação.


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