terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Um aperitivo de Gil Scott-Heron, antes de falar de seu último CD

E não que ele lembra o Sócrates, até pela voz grave
Gil não gravava desde 1994, quando lançou Spirit.  De lá para cá andou sumido devido a problemas com drogas, prisões e saúde. Como diria Ismael Silva, andou “dançando na corda bamba”. Muitos que escreveram sobre I’m New Here, jornalistas e blogueiros, não o conheciam. Surpresos, devem ter ido à procura de coisas mais antigas de Scott-Heron.

Mas o bicho é velho de guerra. Gravou seu primeiro disco em 1970. Apresentou-me Scott-Heron um amigo ainda na época em que fazia a FAU-USP. O Hilton Raw tinha comprado um LP importado dele e, impressionado, gostava de compará-lo ao jogador Sócrates, devido a alguma semelhança física e porque ambos eram craques. Foram lançados alguns LPs no Brasil e tornou-se razoavelmente conhecido aqui. Mas foi sumindo e há pouco, em 2010, voltou a lançar um disco e proclamou: “Sou novo aqui”. Para alguns, é.

O craque “Sócrates” da música notabilizou-se por um forte engajamento político nos movimentos afro-americanos. Ganhou notoriedade não apenas por isso e mais pela personalíssima fusão que fez com o soul, o jazz e o soul, fazendo uma música discursiva. É considerado um “proto-rapper” antecipando-se à tendência que se tornaria dominante anos depois na música americana.

A música que você vai ouvir é de 1976 e está em From South Africa to South Carolina, disco em parceria com Brian Jackson.

Beginnings (The First Minute of a Day).

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