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| Geoff Keezer ao piano |
Profissionalizou-se jovem e gravou muitos discos como líder. Em formações diferentes, dividiu o piano com Harald Malbern, tocou com Steve Nelson (vibrafone e marimba), Bill Pierce (sax), Donald Harrison (sax), Peter Bernstein (guitarra), Rufus Reid (baixo), Victor Lewis (bateria), dentre outros, e como sideman participou das bandas de Roy Hargrove e do grande baixista Ray Brown. Sem um contrato fixo, gravou em selos menores, mas bem prestigiados no universo jazzístico: Dreyfus Jazz, Sunnyside, Telarc, Sackville e MaxJazz. Dentre as majors, gravou pela Columbia (e sua subsidiária japonesa DIW) e a Blue Note.
Os álbuns em que é acompanhado pelo vibrafonista Steve Nelson são muito bons, especialmente, Trio (Sackville, gravado ao vivo em 1993) tendo como terceiro instrumentista o baixista Neil Swanson, sem bateria. Tanto nesses como em World Music (DIW, 1992), entre as várias compostas pelo próprio Keezer, mesclam-se com standards conhecidos como It’s Only a Papermoon, Black Tan and Fantasy, These Foolish Things, Darn That Dream, Epistrophy e Sophisticated Lady. São, portanto, álbuns essencialmente jazzísticos.
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| Turn Up The Quiet (Columbia, 1997) |
Em suas próximas incursões, Keezer continua em seu propósito de não ficar circunscrito nos códigos consagrados do jazz. No piano solo, Zero One (Dreyfus, 1999) constam composições próprias, standards [Footprints (Wayne Shorter), Black Tan and Fantasy (D. Ellington) e Blood Count (Billy Strayhorn)], e canções do repertório popular [Venus as a Boy (Björk), Life on Mars (David Bowie), These Three Words (S. Wonder) e Across the Univers (Lennon & McCartney)]. As peças formam um belo conjunto, rico nas explorações harmônicas e rítmicas, bem diferentes dos piano-solo costumeiros, desconstruindo-as e tornando-as quase irreconhecíveis. Uma dos temas próprios chama-se Asadoya Yunta, inspirado no folclore okinawano, assinalando seu interesse crescente pela música japonesa (a primeira gravação tinha sido a de Does a Rose Lose Its Color in the Rain?, citada acima).
No álbum gravado pela MaxJazz, Fallin’ Up (2003), além do piano, toca vibrafone, marimba e piano elétrico (Fender Rhodes). Variando bastante de formação, apresenta algumas composições havaianas (Püpü hinuhinu, Wahine hololio, e Kaulana na pua), evidenciando seu interesse em não ficar apenas no tradicional. Mantendo seu “desassossego musical”, gravou um disco com o cantor okinawano Yasukatsu Oshima, disponível em CD japonês e pode ser encontrado no site da Amazon por módicos 42 dólares mais frete.
Seus projetos mais recentes são Aurea e Montre Echo. No primeiro, aventura-se pela música peruana (ouça algums samples em http://bit.ly/fLmgyB). Montre Echo é a exploração de sua mais antiga paixão – a música eletrônica de trilhas de filmes de ficção científica). Há um depoimento de Keezer (www.geoffkeezer.com) falando alguma coisa sobre esses projetos que vale a pena ser visto , pelo menos, para os fãs do tecladista.
Veja um dos vídeos disponibilizados pelo site de Geoffrey de Montre Echo.
Veja-o tocando Summertime com o vibrafonista Joe Locke.


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