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| Seu nome é Liam |
É difícil dizer que o som produzido pela banda de Sillery seja mainstream, mesmo lembrando os velhos discos da Blue Note como os de Joe Henderson, Jackie McLean e cia. Em alguns momentos, remetem à combinação clássica do trumpete de Miles Davis e o sax tenor de Wayne Shorter do quinteto formado com Ron Carter, Herbie Hancock e Tony Williams.
São o trumpete de Sillery e o sax alto de Matt Blostein, portanto, que abrem Phenomenology, a primeira faixa do CD. No solo do trumpete, o baixo e o piano apresentam-se em poucas notas e, sucedendo um solo do sax-alto em notas da escala média, o pianista Jesse Stacken faz um solo em que, junto aos arpejos da mão direita, a esquerda percute poucas e climáticas notas nas teclas graves. Da atmosfera impressionista – nevoenta? – surgem claros os sons de Liam e Matt para fechar a música.
Um belo uníssono de sax e trumpete abre Holding Pattern. O tema é repetido várias vezes – talvez por isso se chama “Holding Patterns” – até a entrada do piano. Lembra um pouco o álbum Water Babies, de Miles Davis, apanhado de gravações registradas por volta de 1968.
Uma constatação: os títulos são sugestivos, a começar por Phenomenology. A música, em si, é tão abstrata, não só a de Liam, que conjecturo sobre as escolhas desses títulos. A última também tem um desses títulos que me deixa “no ar”: Intentionality. É uma música sincopada, quebrada por contrapontos da bateria e baixo para os uníssonos de Liam e Matt.
Um belo disco que deve ser ouvido.
Ouça Koi.

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