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| A bela holandesa |
O motivo de eu ter ido ao show foi porque, se não me engano, era a primeira vez que Brad Mehldau se apresentava em terras tupiniquins. Na época, já possuía todos os seus CDs, todos importados. De lá para cá, veio, algumas vezes, apresentando-se só ou em trio. Virou “da casa”. Na vez em que tocou no Auditório Ibirapuera, SP, executou O Que Será Que Será, de Chico Buarque e Milton Nascimento.
A razão de Mehldau vir como simples acompanhante tinha alguma “motivação”. Eram namorados. Agora, devem estar casados.
Apesar de Fleurine não ser grande cantora, mostra-se ousada ou, pelo menos, tenta se diferenciar da mesmice de cantoras como Jane Monheit, Therry Sutton e uma infinidade de outras, que repetem ad infinitum o repertório de standards. Andou gravando compositores do “pop/rock”, como Jimi Hendrix, Nick Drake, Peter Frampton e Paul Simon. Inclui no repertório alguns compositores brasileiros e chegou a compor originais na língua portuguesa (apresentou no Teatro Alfa uma delas, feita com ajuda de uma amiga brasileira). Além disso, colocou letras em temas instrumentais de Brad e de Pat Metheny.
Fire, o penúltimo álbum, foi produzido por Robert Sadin. O conceito “heterodoxo” desse produtor é responsável por trabalhos muito interessantes como The Gershwin’s World, de Herbie Hancock, e, The Art of Love, disco baseado em obras de um compositor Guillaume de Machaut, do século XIV, com participações de Milton Nascimento, Madeleine Peyroux, Natalie Merchant, Brad Mehldau, dentre outros.
É esperar para ver o que vem a seguir com Fleurine.
Ouça a bela interpretação de The Logical Song por Fleurine:

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