quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Diana Krall, embrulhada para o Natal

Bing Crosby, o pioneiro
Fazem parte de longa tradição lançamentos de discos com temas natalinos na época das festas de final de ano. Não sei quando isso surgiu, mas o que parecia ser parte dos costumes de alguns países do hemisfério norte tornou-se habitual até no Brasil.

Tem-se notícia do disco lançado por Bing Crosby com a música White Christmas, em 1941. Fora composta pelo judeu russo Irving Berlin um ano antes.

Esse frisson por compras e festejos por um ano findado, em muitos casos, é motivo para deixar o sujeito deprimido. É quase impossível fugir desse clima; a não ser que você esteja embrenhado na floresta amazônica, sem um televisor ligado num raio de um quilômetro. Essa coisa de abraçar desconhecidos nas passagens de ano, então, é um tanto deprimente, não? Imaginei que esse costume era exclusivo dessa época. Engano. Fui a uma missa de sétimo dia numa igreja católica e, num certo momento, as pessoas se davam as mãos, cumprimentavam-se e abraçavam-se. Muito estranho esse mundo! Camufla-se o bem assim, como o mal.

Envolvido que estava com o clima natalino de Nova York – se você não está, a pessoa ao seu lado estará –, a pedidos de uma amiga brasileira, lembrei-me de fotografar a árvore montada no Rockefeller Center. As vitrines dos magazines e a iluminação das ruas são um espetáculo impossível de ser ignorado. Vá lá. Alguns são bem bonitos, mas nunca na vida pegaria o carro ou o metrô só para visitar um ponto com uma árvore de natal iluminada. É que é impossível não passar na frente do Rockefeller.

Diana Krall, vestida para o Natal
Menos comum é entrar em uma loja que venda CDs à procura de alguma coisa, um cedêzinho mais barato, aquele que você procurou em Frankfurt e encontrou em oferta na J&R. Comum mesmo é o espírito natalino. Até calcinhas, lingeries podem ter relação com Papai Noel. Não é diferente em megastores como Tower, Virgin e HMV, que existiam até alguns anos atrás. Numa dessas, vi um calendário do ano de 1999 no formato de CD (lembram-se; foi moda um tempo: o “jewel box” virava um porta-retratos) cujo tema era Diana Krall. Vinha um CD com três músicas de Natal. Comprei por Diana, não pelas músicas do disquinho.

Em novembro de 2005, Krall lançou o CD Christmas Album, com doze faixas. Esse é o seu verdadeiro disco de Natal. Have Yourself a Merry Little Christmas, o CD/ep que vinha junto do calendário continha apenas três músicas: Have Yourself a Merry Little Christmas, Christmas Time Is Here e Jingle Bells.

Nos rastros de Bing Crosby – ficou até um pouco estigmatizado por causa da gravação de White Christmas – vieram outros. Até Elvis Presley fez o seu. Mesmo caso é o de Tony Bennett. Nem todas as músicas relativas ao Natal têm aquele “toque jingle bells”. É ouvir e provar Diana cantando músicas de Natal (e até aprovar).

Algumas lâminas do calendário de 1999









Ouça The Christmas Song, composta por Mel Tormé e Robert Wells.






 

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