quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Sabrina Starke é jazz?

A surinamesa Sabrina Starke
Nem todo mundo que é distribuído pela Blue Note é jazz. Antes, especializada nesse gênero, moldou-se aos tempos mutantes e, procurando novos mercados, tem gravado discos de intérpretes cujo repertório fica num meio caminho. É o que chamam de crossover. A procura por novos mercados fez com que as gravadoras, frente a blitzkrieg do rock a partir dos anos 1960, tentassem vias em que a linguagem do jazz ficasse mais palátavel a um público maior.

Muitos registros da Blue Note, nos anos 1960, são resultado da permealidade de músicos jovens que estavam com os ouvidos atentos às novidades dos ritmos mais populares que derivavam do blues e do rhythm’ blues. Cantaloup Island, antes de ficar conhecida mundialmente através da gravação do US 3 (não por coincidência, pela Blue Note), quando composta por Herbie Hancock, já era funky.

Sabrina Starke, nascida no Suriname, iniciou a carreira na Holanda. Seu disco, Yellow Brick Road, chamou a atenção dos americanos e foi relançado pela Blue Note nos EUA. Ela faz parte de uma corrente da qual fazem parte Norah Jones, Melody Gardot e Lizz Wright. Como elas, tem voz agradável. O registro de cantora negra a aproxima um pouco de Wright, apesar desta ter uma voz mais poderosa. Yellow Brick Road foi lançado no Brasil e não custa caro. Vale a pena. Essa bela cantora tem personalidade.

Veja e ouça Sabrina Starke cantando Do for Love.

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