Em maio deste ano faleceu o pianista Hank Jones pouco tempo antes de completar 92 anos. Longa vida e grande contribuição para a música. A família era talentosa. Um de seus irmãos, Elvin Jones – o “drum jazz machine” – era o baterista da fase de ouro de John Coltrane, e Thad Jones, trumpetista, foi líder de uma das grandes bigbands do jazz, o Thad Jones-Mel Lewis Orchestra. Hank tem centenas de discos em todas as formações possíveis. Mas seu piano foi supremo, como o de Tommy Flanagan, acompanhando cantoras e cantores. Nos últimos anos, gravou com a cantora Roberta Gambarini o belíssimo You Are There. Seus discos com o saxofonista Joe Lovano (Kids: Live at Dizzy’s Club, 2007) e com o saxofonista e flautista Frank Wess (Hank & Wess, Frank, 2006) são excepcionais.
Um registro, no entanto, sai bem da linguagem jazzística. É o disco Sarala, lançado em 1996 pelo selo Verve. Jones divide com o compositor, tecladista e vocalista malinês, Cheik Tidiane Seck. Não é tão conhecido quanto outros músicos africanos como Salif Keita, Youssou N’Dour ou Mori Kanté, mas pelo que apresentou nesse disco que divide com Hank Jones – ele é quase um coadjuvante – pode ser considerado um dos grandes da África. Ouçam Tounia Kanibala e digam o que acharam.
Vejam o vídeo do YouTube: http://www.youtube.com/watch?v=vd0hgsZj-ZA

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