Um destaque, entre mulheres, uma das pioneiras foi Sarah Chang, considerada menina prodígio. Pouco se fala dela, hoje. A primeira, realmente, a ser considerada um fenômeno foi Anne-Sophie Mutter. Tinha 13 anos, quando Herbert von Karajan convidou-a para fazer parte da Filarmônica de Berlim. Foi assunto até em veículos não especializados em música clássica. Muitos membros da orquestra não gostaram nem um pouco. Mas o “kaiser” Karajan, ex-membro do Partido Nazista nos tempos de Hitler, fez valer sua autoridade. Por bem ou por mal, o maestro sabia o que estava fazendo. Logo, Mutter , por seu talento, calou a boca de seus detratores e firmou-se como uma das estrelas da música erudita. Inaugurou, de certo modo, a era dos astros desse gênero, como estratégia de mercado: intérpretes estrelas, aliando talento e beleza física. Mutter tocava maravilhosamente, com vestidos confeccionados especialmente para ela por casas como a Dior,
A alemã abriu um enorme caminho em um terreno antes dominado por músicos do sexo masculino. Era a vez delas, começando por Viktoria Mullova, pouco mais velha que Mutter. De curioso, sobre Mullova, nascida em 1958, é a de que despontou ainda no período em que o regime soviético “protegia” muito seus talentos. Em excursão na Finlândia, fugiu espetacularmente para o Ocidente. Sua vontade de fugir da ditadura comunista era tão grande que deixou o Stradivarius, que o regime colocou à sua disposição, no hotel.
![]() |
| Hilary Hahn, uma das grandes violinistas atuais |
Bach, sempre Bach
Na última semana, fiquei a ouvir obsessivamente as “Partitas” e “Sonatas”, os “Concertos para Violino” e as “Sonatas para violino e cravo (ou piano)”, de Johann Sebastian Bach. Coincidiu com seu aniversário. Bach, acima de tudo e de todos. É o maior compositor de todos os tempos, na minha opinião.
Começou assim: ao ouvir pela primeira vez as “Sonatas e Partitas”, com Amandine Beyer, resolvi fuçar na minha discoteca à procura das mesmas peças com outros intérpretes. Uma coincidência: das mais recentes, todas são do sexo feminino. Além da francesa, ouvi várias com o violino, solos, duos e concertos com Isabelle Faust, Rachel Podger e Hilary Hahn. Não tenho conhecimento suficiente para dizer qual delas é a melhor tocando Bach. Sei que acho todas de primeiríssimo nível. Vale a pena ouvir qualquer uma delas.
Veja Beyer tocando a “Partita BWV 1002 – Allemande”.
Ouça, da mesma “Partita”, o quarto movimento.
Uma das violinistas mais impressionantes da atualidade é Hilary Hahn. Veja-a a tocar a mesma peça.

Estou com minha sensibilidade em grau altíssimo!e só fechar os olhos e sentir ,além de ouvir! Obrigada Guen!
ResponderExcluirA música aguça a nossa sensibilidade.
Excluir