1. Passo,
de vez em quando, por alguns períodos obsessivo-compulsivo musicais.
No mais recente, estou a ouvir Maurizio Pollini. A razão é o lançamento de “Prelúdios - Segundo livro”, de Claude Debussy. O “Livro 1” é de 1998, tempo bem distante, considerando-se que, se há um primeiro e um segundo, na minha lógica, deveriam sair juntos ou na sequência, e não vinte anos depois. Mas aí vai da cabeça de cada músico.
2. Nesse compasso, se Pollini gravou o primeiro livro de “O Cravo Bem Temperado”, de Johann Sebastian Bach, em 2009, o segundo sairá em 2029. O problema é que, vivo, terá completado 107 anos.
3. Considerado um dos grandes virtuoses atuais, Pollini notabilizou-se por gravar compositores do século 20, como Pierre Boulez, Arnold Schoenberg, Alban Berg, Anton Webern, Béla Bartók, Igor Stravinsky, Debussy, Prokofiev e Luigi Nono, além, evidentemente, dos clássicos Chopin, Beethoven, Brahms e Schubert. Com Nono, a ligação era mais particular, assim como com Claudio Abbado, não apenas musical, mas por suas militâncias no partido comunista.
4. A Deutsche Grammophon, mesmo a investir em formatos crossover e gravações de intérpretes mais jovens, não esqueceu dos mais experientes. Lançou um álbum com Menahem Pressler a tocar Schubert, Ravel e Fauré; Pollini, antes dos “Prelúdios II”, em janeiro de 2017, “Late Works”, com a obra de Chopin; e contratou o genial Murray Perahia.
5. Levado por essa obsessão-compulsiva, descobri que tenho três registros diferentes do “Concerto no. 1 para Piano e Orquestra”, do Brahms com ele. Uma é com o Karl Böhm na regência (1979), outra com o Claudio Abbado (1995), e a última, com Christian Thielemann e a Orquestra de Dresden (2011). Interessante como são diferentes, não apenas pela regência, mas pelo piano também, o que me faz pensar como a abordagem de um virtuose se transforma com o tempo e depende do maestro.
2. Nesse compasso, se Pollini gravou o primeiro livro de “O Cravo Bem Temperado”, de Johann Sebastian Bach, em 2009, o segundo sairá em 2029. O problema é que, vivo, terá completado 107 anos.
3. Considerado um dos grandes virtuoses atuais, Pollini notabilizou-se por gravar compositores do século 20, como Pierre Boulez, Arnold Schoenberg, Alban Berg, Anton Webern, Béla Bartók, Igor Stravinsky, Debussy, Prokofiev e Luigi Nono, além, evidentemente, dos clássicos Chopin, Beethoven, Brahms e Schubert. Com Nono, a ligação era mais particular, assim como com Claudio Abbado, não apenas musical, mas por suas militâncias no partido comunista.
4. A Deutsche Grammophon, mesmo a investir em formatos crossover e gravações de intérpretes mais jovens, não esqueceu dos mais experientes. Lançou um álbum com Menahem Pressler a tocar Schubert, Ravel e Fauré; Pollini, antes dos “Prelúdios II”, em janeiro de 2017, “Late Works”, com a obra de Chopin; e contratou o genial Murray Perahia.
5. Levado por essa obsessão-compulsiva, descobri que tenho três registros diferentes do “Concerto no. 1 para Piano e Orquestra”, do Brahms com ele. Uma é com o Karl Böhm na regência (1979), outra com o Claudio Abbado (1995), e a última, com Christian Thielemann e a Orquestra de Dresden (2011). Interessante como são diferentes, não apenas pela regência, mas pelo piano também, o que me faz pensar como a abordagem de um virtuose se transforma com o tempo e depende do maestro.
Esse concerto é
impressionante pela força, brutal, às vezes, emoção fora de controle, a
delicadeza do segundo movimento… não é possível entender que alguém ache
Brahms chato.
Nesse momento, a minha preferida é a de Thielemann. Super regente. Assista ao Concerto no. 1, com eles.
Nesse momento, a minha preferida é a de Thielemann. Super regente. Assista ao Concerto no. 1, com eles.

Maravilha!
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