Recebi um e-mail de um amigo dizendo que uma das suas preferidas de “Day Breaks”, de Norah Jones, é “Fleurette Africaine”. Fiquei o tempo todo batendo na tecla de que o que ela faz não é jazz e acabei por deixar passar batido dois temas considerados jazz standards: a citada pelo Carlos G., de Duke Ellington, e Peace, de Horace Silver.
Quase todas, com exceção de “Don’t Be Denied”, que é de Neil Young, as restantes são de Norah, só, ou em parceria com Sarah Oda, e uma com Peter Remm. “Peace” foi composta em 1959 e faz parte de “Blowin’ the Blues Away”, lançado pelo mesmo selo Blue Note. Parece que a letra é do próprio pianista, cujo nome real é Horace Ward Martin Tavares Silver. O Conde dizia que o “Silver” era “Silva” e de que era filho de portugueses. Pelos dados biográficos, consta que o pai nasceu em Cabo Verde, antiga colônia portuguesa. O Conde quase acertou.
Ouça “Peace”.
“Fleurette Africaine” é de 1962. Saiu pela primeira vez em “Money Jungle”, em formação pouco comum na discografia de Duke Ellington. Neste álbum, ao piano, toca com Charles Mingus e Max Roach, duas feras. Parece que Duke a compôs pensando em Mingus.
Ela fecha o álbum e é instrumental, com a discreta e bela bateria de Brian Blade, o sax soprano de Wayne Shorter, contrabaixo de John Patitucci, e ela ao piano e nas vocalizações.

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