Há dias, publiquei um texto sobre Peace – Live at Blue Note, de Dayna Stephens. Ele acaba de lançar mais um: Reminiscent (Criss Cross, 2015). O álbum é quase todo composto por temas dele e de Walter Smith III, saxofonista como ele. Enquanto este fica apenas no tenor, Dayna toca o tenor, o soprano e o barítono.
A composição mais conhecida e único standard é Blue in Green, de Bill Evans e a “esperta” parceria de Miles Davis, célebre apropriador de temas alheios. “Roubou” autorias de Hermeto Pascoal, Joe Zawinul, dentre outros. A conhecida Blues Up and Down é de Gene Ammons e Sonny Stiit, e a música título, de Erik Jekabson. As restantes são, ou de Dayna ou Smith, sendo quatro do primeiro e três do segundo.
A formação de Reminiscent é totalmente diferente do anterior Peace. Além dos dois saxofonistas, os outros são Mike Moreno na guitarra, o excepcional Aaron Parks, ao piano [sobre ele, leia http://bit.ly/1D7yssv], Harish Raghavan no contrabaixo e Rodney Green na bateria. A adição de um sax tenor do “rising star” Walter Smith III funciona perfeitamente. Não é um “battle of sax” como se fazia antigamente é é mais um diálogo, uma “conversa”, um diálogo entre os dois, mesmo quando ambos estão no tenor. Uma boa amostra é na faixa final.
Ouça Blues Up and Down.
O talento de Dayna nas baladas é evidente em A New Beginning, com ele no soprano e Smith no tenor, e o acompanhamento do baixo e da bateria são primorosos.
Ouça.
Outra balada belíssima é Our World, de Stephens.
Ouça.
Se Dayna conseguir fazer o transplante de rim e for bem sucedido, tem uma longa carreira à frente. Reminiscent é a prova. Sobre a sua enfermidade, leia http://bit.ly/1yxWuBy.

Nenhum comentário:
Postar um comentário