A mudança não representou em mudança de estilo e nem que tenha ficado melhor ou pior cantora. Deu-lhe apenas mais visibilidade. Filha de pai tanzaniano, ligado ao jazz, a prioridade dada aos standards do gênero foi um caminho natural. Se não é excepcional como uma Sarah Vaughan ou uma Billie Holiday, Lyambiko não faz feio em um meio em que a concorrência é forte, que é o das cantoras. Tem a favor uma beleza exótica que chama atenção. E é uma moça classuda, coisa que ajuda nesse tipo de repertório um tanto repassado e que nem traz tanta novidade.
Tentando fugir do lugar comum, os arranjos são diferenciados e sempre tenta trazer um elemento original. Nem sempre acerta na tentativa de não ser mais uma apenas. Em Saffronia (Sony BMG 2008), álbum tributo a Nina Simone, canta várias consagradas como Four Women, Black Is the Colour of My True Love’s Hair, I Put a Spell on You, Ne Me Quitte Pas, I Loves You Porgy e Don’t Smoke in Bed, dentre outras. Em uma chega a tentar emular a voz de Nina, e o resultado é até interessante – em Ne Me Quitte Pas –, em uma interpretação bem original para uma daquelas “torch songs” de cortar os pulsos.
Ouça.
Ouça também Don’t Let Me Be Misunderstood.
Lyambiko e o Brasil. A primeira canção brasileira que a alemã gravou foi Dindi, em Shades of Delight (2003). É uma interpretação não muito diferentes das centenas de registros existentes. É, porém, muito boa. No álbum de 2005, o primeiro pela Sony BMG, chamado simplesmente Lyambiko, há várias do repertório brasileiro, como Summer Samba (Samba de Verão), O Pato, Corcovado.Até aí, nada demais. O “demais” é que canta a bela Samba e Amor; em português. Ouça.
Outro destaque é O Pato, com um suingue de respeito.
Em 2012, Lyambyko lançou Sings Gershwin, naturalmente, privilegiando o songbook de um dos grandes do cancioneiro americano. É um álbum bom, sem ser excepcional.
Assista ao vídeo promocional.

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