terça-feira, 10 de junho de 2014

Arthur Conley, o soul man a ser (re)lembrado

Arthur Conley, grande ás da soul music
Entre Sam Cooke e Otis Redding encontra-se Arthur Conley. Ou melhor, encontravam-se.Todos estão mortos; dois em circunstâncias trágicas e Arthur, desaparecido em 1980, ou melhor, 2003. Em 1975, Conley mudou-se para a Inglaterra. Passou um tempo na Bélgica e fixou residência na Holanda a partir de 1980. Além de mudar de casa, resolveu mudar de nome. Passou a se chamar Lee Roberts. Apesar de ter gravado sob a nova “identidade”, foi ficando cada vez mais empresário e menos cantor. A segunda morte de Conley foi em consequência de um câncer no cólon, com 56 anos.

Conley montou a banda Arthur & the Corvets em 1963. Não fez muito sucesso. Disseram que tinha a voz muito parecida à de seu ídolo Sam Cooke, um dos astros do rhythm’n’blues da época. Eram parecidas mesmo, assim como a de outro cantor que lhe surgiria no caminho: Otis Redding.

Em 1964, ano em que Cooke morreu assassinado (leia em http://bit.ly/1jgFAKe), Otis era uma estrela em ascensão. Havia lançado These Arms of Mine, que foi incluído em Pain in My Heart, seu primeiro LP. Rufus Mitchell, proprietário de um selo de discos, impressionado com a voz de Arthur, apresentou uma gravação de Arthur. Melhor, impossível. Não só assinou um contrato com uma subsidiária da Atlantic como teve Otis como produtor. Lançado o álbum Sweet Soul Music, Conley tinha as portas abertas para o sucesso. Em 1967, no auge, Redding morreu em um acidente aéreo. Conley era o sucessor de Sam Cooke e Otis Redding.

A morte do mentor e amigo poderia significar o retorno aos tempos difíceis. Mas Conley continuou e a emplacar sucessos nas paradas do R&B. Sua carreira começou a declinar em razão da irregularidade dos lançamentos.  Resolveu mudar para a Inglaterra. Era a senha para o esquecimento paulatino desse nome importante da música soul e do R&B.

Veja Conley cantando Sweet Soul Music em um programa de televisão.




Veja-o cantando Whole Lotta Woman.




Ouça I’m a Stranger, uma das minhas preferidas.



A homenagem de Conley a Otis Redding: Otis Sleeps on.



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